December 27, 2015 / 2:05 PM / 3 years ago

Políticos alemães criticam Grécia sobre maneira de lidar com refugiados

BERLIM (Reuters) - O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, e um importante político da Baviera criticaram a Grécia neste domingo pela maneira como o país lida com os refugiados.

O ministro disse que Atenas vem ignorando há anos as regras da União Europeia acordadas em Dublin, na Irlanda, que obrigam que os imigrantes se registrem no primeiro país do bloco a que chegam para solicitar asilo.

Schaeuble declarou ainda ao jornal Bild am Sonntag que os tribunais alemães determinaram algum tempo atrás que os refugiados não estão sendo tratados de forma humana na Grécia e que não deveriam ser enviados de volta para lá.

“Os gregos não deveriam culpar somente os outros por seus problemas, deveriam também ver como eles mesmos podem melhorar”, afirmou Schaeuble, que este ano teve repetidos atritos com autoridades gregas a respeito de políticas econômicas.

A Grécia, um dos principais pontos de entrada para a Europa dos imigrantes que cruzam o Mar Egeu, vem sendo criticada por outros governos da UE, que afirmam que os gregos têm feito pouco para administrar a onda de centenas de milhares de pessoas que aportam às suas praias.

Joachim Herrmann, ministro do Interior do Estado da Baviera, que recebeu grande fluxo de refugiados, criticou a forma como a Grécia protege as suas fronteiras externas.

“O que a Grécia está fazendo é uma farsa”, disse Herrmann em uma entrevista ao jornal Die Welt am Sonntag, acrescentando que qualquer país que não cumpre com suas obrigações de proteger as fronteiras externas deve sair da zona de Schengen, em que os controles nas fronteiras internas foram abolidos.

Agência de fronteiras da UE Frontex concordou em aumentar sua presença na Grécia no final do mês, enquanto guardas europeus irão ajudar os gregos a gerir sua fronteira com a Macedônia devido a preocupação com o compromisso de Atenas em controlar a imigração.

SOLIDARIEDADE

Em contraste às suas reprimendas à Grécia, Schaeuble procurou se mostrar conciliador com nações do leste da Europa que vêm relutando em aceitar imigrantes de acordo com as cotas da UE.

“A solidariedade não começa com um insultando o outro”, disse Schaeuble. “Os Estados do leste europeu também terão que acolher refugiados, mas menos que a Alemanha”.

A maior crise imigratória no continente desde a Segunda Guerra Mundial também fará com que as nações europeias aumentem seus gastos militares, afirmou. “Teremos que gastar muito mais com fundos para iniciativas conjuntas de defesa europeia”, disse Schaeuble.

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