27 de Dezembro de 2015 / às 17:38 / em 2 anos

Curdos na Turquia pedem autonomia em meio a violência no sudeste do país

ANCARA, 27 Dez (Reuters) - Grupos curdos reunidos no sudeste da Turquia fizeram um chamado pela autonomia em meio a pesadas lutas na região em uma operação de segurança feita pelo exército turco em que mais de 200 militantes da etnia foram mortos.

O Congresso Democrático do Povo, formado por organizações não-governamentais curdas, fez o chamado depois de dois dias de reuniões em Diyarbakir. “A legítima resistência do nosso povo contra as políticas que degradam o problema Curdo é essencialmente a demanda e luta pela autonomia e a democracia local”, diz a resolução final do encontro, intitulada “Declaração de resolução política visando a autonomia”.

A declaração pede a formação de uma região autônoma incluindo várias províncias vizinhas de Diyarbakir para incluir afinidades culturais, econômicas e geográficas.

A declaração pode aumentar as tensões entre os cursos e o governo turco, já que este se opõe totalmente a um estado curdo independente. O presidente turco, Tayyip Erdogan, afirmou em um discurso no último sábado que a Turquia jamais permitirá a formação de um outro estado dentro das suas fronteiras. “Agora eles estão falando de separar nossa terra neste país. Com a permissão de Deus, jamais permitiremos uma cirurgia na unidade de nosso país”, disse Erdogan.

O primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu cancelou um programado encontro com o pró-curdos Partido Democrático do Povo no sábado afirmando que suas políticas tinham como base a violência, no momento em que as forças governamentais prosseguiam com uma operação de segurança nos estados predominantemente curdos do sudeste do país. O Exército confirmou no sábado que mais de 200 militantes curdos foram mortos nas duas últimas semanas. No domingo, o Exército informou que três soldados foram mortos em um ataque à bomba feito pelo grupo militante curdo Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK).

A Turquia está alarmada com os ganhos territoriais dos curdos na guerra civil síria, e teme que isso pode aumentar os sentimentos separatistas da sua própria minoria curda. Nas últimas três décadas, Ancara vem tentando terminar com a insurgência dos soldados do PKK, que é classificado como terrorista pelos Estados Unidos e pela União Européia. Dois anos de cessar-fogo entre os militantes curdos e o governo turco terminaram em julho, levando o sudeste turco de volta ao conflito de 30 anos que matou mais de 40.000 pessoas.

Por Ece Toksabay

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