28 de Dezembro de 2015 / às 20:35 / 2 anos atrás

Presidente do PT pede mudança na política econômica e fim da alta dos juros

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do PT, Rui Falcão, pediu nesta segunda-feira novos rumos para a política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff em 2016, e o fim da alta nas taxas de juros e dos cortes nos investimentos.

Em artigo publicado no site do partido, Falcão expressa confiança que os ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Valdir Simão (Planejamento), recém-empossados nos cargos, farão uma mudança “ousada” na política econômica da presidente.

“Entre o final e de 2015 e o início de 2016, o governo da presidenta Dilma Rousseff precisa se concentrar na construção de uma pauta econômica que devolva à população a confiança perdida após a frustração dos primeiros atos de governo”, defendeu o dirigente petista.

“É hora de apresentar propostas capazes de retomar o crescimento econômico, de garantir o emprego, preservar a renda e os salários, controlar a inflação, investir, assegurar os direitos duramente conquistados pelo povo”, acrescentou.

“Chega de altas de juros e de cortes em investimentos”, disse ainda o dirigente petista, num momento em que são quase unânimes as apostas do mercado financeiro em uma alta de 0,5 ponto percentual no juro básico pelo Banco Central em janeiro. Hoje a Selic está em 14,25 por cento ao ano

Barbosa deixou o Ministério do Planejamento neste mês para substituir Joaquim Levy no comando da Fazenda. Levy, que era alvo de críticas de petistas, saiu do cargo após perder uma disputa em torno da meta fiscal do próximo ano, que ele queria ver em 0,7 por cento do Produto Interno Bruto, mas que acabou sendo definida em 0,5 por cento do PIB.

Em seu texto, Falcão afirma que “o risco de impeachment arrefeceu, mas sem que as ameaças da direita tenham cessado”. Ele acusou, ainda, a “oposição partidária do quanto pior, melhor” de contribuir para os problemas econômicos enfrentados pelo país, que ele também atribui à “crise global do capitalismo”.

O Palácio do Planalto informou que não comentará o artigo do presidente do PT.

Por Eduardo Simões; Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em Brasília

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