5 de Janeiro de 2016 / às 19:44 / em 2 anos

Emocionado, Obama faz novo apelo para reforçar controle de armas nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira as novas medidas que seu governo deverá adotar para reforçar a regulamentação de armas de fogo e pediu aos norte-americanos que votem em candidatos que farão mais para prevenir a violência armada, enxugando as lágrimas ao lembrar das crianças que morreram durante um ataque a tiros no país.

Obama enxuga as lágrimas na Casa Branca, Washington 5/1/2016 REUTERS/Kevin Lamarque

Obama fez um discurso forte na Casa Branca, cercado por familiares de vítimas de tiroteios, e disse que os direitos constitucionais dos norte-americanos de portar armas de fogo precisavam ser equilibrados, levando em conta o direito de respeito, de se reunir pacificamente e viverem suas vidas.

Obama disse várias vezes que seu momento mais difícil como presidente foi o massacre de 20 crianças e seis adultos em uma escola primária em Newtown, Connecticut, em dezembro de 2012.

“Toda vez que penso nessas crianças, fico furioso”, disse Obama, com lágrimas escorrendo pelo rosto.

“Naquele dia, isso me transformou”, disse, depois da introdução de Mark Barden, cujo filho de 7 anos foi morto no tiroteio. “Espero seriamente que isso mude o país.”

Após a tragédia, o presidente democrata não conseguiu convencer o Congresso a endurecer as leis sobre armas nos EUA. Ele culpou os legisladores por estar no encalço do National Rifle Association (NRA), um poderoso grupo lobista de armas.

Obama afirmou que os norte-americanos precisam ser “tão apaixonados” quanto o NRA para mudar as leis sobre armamento, mas reconheceu que isso não irá acontecer em seu último ano de mandato.

Obama explicou a medida do Executivo que está tomando para exigir que mais vendedores de armas de fogo obtenham licenças e que mais compradores sejam submetidos a uma verificação mais restritiva.

De acordo com as mudanças, o Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos EUA (ATF, na sigla em inglês) irá definir diretrizes que visam limitar as exceções de um sistema que solicita aos vendedores verificar com o FBI determinar se os compradores têm ou não antecedentes criminais, se são acusados de crimes ou têm problemas de saúde mental, o que iria impedi-los de possuir uma arma de fogo.

Qualquer alteração às regras de armas nos EUA são repletas de risco político. A Segunda Emenda da Constituição dos EUA permite aos norte-americanos o direito de portar armas de fogo, que é ferozmente defendido. 

Por Roberta Rampton e Ayesha Rascoe

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