7 de Janeiro de 2016 / às 18:43 / em 2 anos

Investigação de corrupção na Eletrobras é ampliada para mais 5 usinas, diz fonte

SÃO PAULO (Reuters) - Uma investigação interna para apurar eventuais casos de corrupção na estatal de energia Eletrobras foi expandida e incluirá mais cinco hidrelétricas, disse uma fonte com conhecimento das apurações.

Placa da Eletrobras na fachada da sede da empresa no centro do Rio de Janeiro. 20 de agosto de 2014. REUTERS/Pilar Olivares

Advogados investigando possíveis violações das leis anticorrupção brasileira e dos EUA pela estatal esperam terminar os trabalhos em março, para que a empresa apresente informações financeiras já atrasadas aos reguladores norte-americanos. As provas encontradas podem impactar o balanço da Eletrobras no segundo trimestre.

A estatal contratou o escritório de advocacia norte-americano Hogan Lovells e a WFaria Advogados, de São Paulo, além de três membros independentes, para investigar possíveis casos de propina envolvendo a companhia e construtoras privadas.

A Kroll, uma consultoria norte-americana especializada em riscos corporativos, também juntou-se recentemente às investigações, disse a fonte.

A Kroll não respondeu a pedidos de comentários. A Eletrobras disse que não comentará o assunto antes do final das investigações.

Procuradores dizem que construtoras acusadas de superfaturamento e propinas na Petrobras repetiram o esquema na Eletrobras, aumentando o tamanho do escândalo de corrupção investigado pelas autoridades brasileiras.

A comissão ainda não concluiu as investigações sobre os quatro projetos que eram inicialmente seu foco: a usina nuclear de Angra 3 e as hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, disse a fonte, que não citou quais seriam as novas cinco usinas na apuração.

A fonte não fez estimativas ou confirmou possíveis perdas devido à corrupção, mas disse que um efeito no balanço é “muito provável, considerando o que já está na mídia sobre a Eletronuclear”.

O ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro, está sendo processado por corrupção e lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. Ele é acusado de cobrar 4,5 milhões de reais em propinas relacionadas a Angra 3.

A Eletrobras assumiu baixas contábeis de 3,4 bilhões de reais referentes a Angra 3 no balanço do terceiro trimestre de 2015, mas citou deteriorações na economia do Brasil para justificar as perdas, e não corrupção.

Tanto a Eletrobras quanto a Petrobras possuem ações na bolsa de Nova York e estão sujeitas à legislação anticorrupção norte-americana.

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