9 de Novembro de 2016 / às 23:03 / um ano atrás

Candido Bracher será o CEO do Itaú Unibanco a partir de abril de 2017

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco anunciou nesta quarta-feira que Candido Bracher será o presidente-executivo do grupo a partir de abril de 2017, no lugar de Roberto Setubal, que deixará o cargo após 23 anos.

Setubal, da família fundadora do Itaú Unibanco, passará a dividir com Pedro Moreira Salles a co-presidência do conselho de administração da companhia, maior instituição financeira da América Latina.

O anúncio faz parte de uma ampla reformulação já prevista nos principais cargos executivos do grupo, disparada agora pelo fato de Setubal, no comando do Itaú Unibanco desde 1994, ter atingido a idade limite prevista no estatuto, de 62 anos.

Bracher atualmente é diretor de atacado do grupo, que inclui as operações com grandes empresas, banco de investimento, gestão de recursos, private banking, tesouraria e América Latina. Com 58 anos quando assumir a presidência-executiva, ele poderá ficar no cargo por até quatro anos.

Bracher será substituído por Eduardo Vassimon, atual vice-presidente financeiro do grupo. Vassimon, por sua vez, será substituído por Caio David, atual tesoureiro do banco.

A área de varejo da instituição será comandada por Marcio Schettini, substituindo Marco Bonomi, que também alcançou a idade limite para o cargo de diretor.

CONTINUIDADE

A repórteres, Bracher afirmou que seu mandato deve se caracterizar pela continuidade da estratégia implementada pelo banco nos últimos anos, marcada por foco em aumento das receitas com serviços, maior uso da tecnologia e internacionalização.

Diferente de Setubal, membro de uma das três famílias que controlam o Itaú Unibanco, Bracher é da família fundadora do BBA Creditanstalt, banco de investimento que o Itaú comprou em 2003 e se transformou no banco de investimento do conglomerado.

“Sua escolha foi natural”, disse Setubal sobre a escolha de Bracher como sucessor.

Para Bracher, um dos desafios do Itaú Unibanco nos próximos anos será administrar o nível de capital, que considera acima do necessário para operações normais. Segundo ele, o excesso poderá ser usado para aquisições ou para recomprar ações do banco.

“Será a rentabilidade sobre o capital e a criação de valor para os acionistas que ditará nossas ações”, disse Bracher.

Moreira Salles disse que não há planos para alterar o estatuto para elevar a idade limite para aposentadoria compulsória para executivos, ou para membros do conselho, neste caso de 70 anos.

O analista do Bradesco BBI Rafael Frade afirmou em nota a clientes que não prevê nenhuma mudança na estratégia do Itaú após o anúncio das mudanças no comando do banco.

Por Aluísio Alves

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