18 de Novembro de 2016 / às 13:57 / um ano atrás

Trump escolhe Sessions como secretário de Justiça e Pompeo para chefe da CIA, diz fonte da transição

NOVA YORK (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, já decidiu três membros do alto escalão de sua equipe de segurança, escolhendo o senador Jeff Sessions para secretário de Justiça, o deputado Mike Pompeo como diretor da CIA e o general da reserva Mike Flynn como assessor de segurança nacional, disse nesta sexta-feira uma autoridade da equipe de transição.

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ao lado do senador Jeff Sessions (esquerda), indicado para ser secretário de Justiça, e do general da reserva General Keith Kellogg, durante reunião na Trump Tower em Manhattan. 07/10/2016 REUTERS/Mike Segar

A autoridade, falando sob condição de anonimato, disse que os anúncios serão feitos posteriormente nesta sexta-feira. Todos os três homens aceitaram as ofertas de Trump, disse a autoridade.

Ao escolher Sessions como secretário de Justiça, cargo que também inclui a função de procurador-geral, Trump coloca um aliado cujos discursos linha-dura e muitas vezes inflamatórios sobre imigração foram similares aos seus.

Sessions se opõe a qualquer caminho para a cidadania para imigrantes ilegais e foi um apoiador da promessa de Trump de construir um muro na fronteira com o México.

Ex-procurador-geral do Alabama e procurador dos EUA, Sessions, de 69 anos, recebeu um telefonema com a oferta do cargo, de acordo com a CBS News.

O porta-voz do Comitê Nacional Republicano, Sean Spicer, que está envolvido na transição presidencial de Trump, não confirmou as notícias. “Até que Donald Trump diga, não é oficial”, disse Spicer.

Em 1986, Session se tornou somente o segundo candidato em 50 anos a ter confirmação negada como juiz federal após acusações de que teria feito comentários racistas. Entre as acusações ele é acusado de ter chamado um procurador negro de “garoto”, uma acusação que Sessions nega.

Ele disse não ter sido racista, mas disse em sua audiência que grupos como a Associação Nacional para o Avanço de Pessoas de Cor e a União Americana de Liberdades Civis podem ser considerados “não americanos”.

Reportagem de Ateve Holanda, Patrícia Zengerle, Domina Chia e Susta Heavey

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