18 de Novembro de 2016 / às 17:47 / em um ano

Trump escolhe conservadores leais como secretário de Justiça e diretor da CIA

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ao lado do senador Jeff Sessions (esquerda), indicado para ser secretário de Justiça, e do general da reserva General Keith Kellogg, durante reunião na Trump Tower em Manhattan. 07/10/2016. REUTERS/Mike Segar

NOVA YORK (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu três conservadores leais com opiniões severas sobre a imigração e o contraterrorismo para conduzirem suas equipes de segurança nacional e de cumprimento da lei, entre eles o senador Jeff Sessions como secretário de Justiça e o deputado Mike Pompeo como diretor da Agência Central de Inteligência (CIA).

O tenente-general aposentado Mike Flynn, figura de proa no apoio às promessas de Trump de adotar uma postura mais rígida com grupos militantes islâmicos, foi selecionado como seu conselheiro de segurança nacional.

As três escolhas, anunciadas nesta sexta-feira em um comunicado emitido pela equipe de transição de Trump, vieram à tona no momento em que o novo presidente republicano trabalha para preencher cargos de primeiro escalão em seu governo, que irá assumir no lugar do presidente democrata Barack Obama no dia 20 de janeiro. Os três disseram ter aceitado a oferta.

Ao escolher Sessions como secretário de Justiça e principal autoridade de cumprimento da lei do país, Trump recompensou um aliado fiel, cujas declarações duras e às vezes incendiárias a respeito da imigração têm se mostrado semelhantes às suas.

Um dos primeiros parlamentares republicanos a endossar a candidatura de Trump à Casa Branca, Sessions se opõe a qualquer forma de concessão de cidadania a imigrantes ilegais e foi um defensor entusiástico da promessa de campanha de seu futuro chefe de construir um muro na fronteira com o México. Ele também postulou a favor de limites à imigração legal argumentando que esta reduz os salários dos trabalhadores norte-americanos.

Flynn, general de três estrelas do Exército e um dos conselheiros mais próximos de Trump, foi demitido da Agência de Inteligência de Defesa em 2014, fato que ele atribuiu às suas opiniões explícitas sobre o combate à militância islâmica. Outras autoridades que trabalharam com Flynn citaram sua falta de habilidade administrativa e seu estilo de liderança como razões para sua demissão.

Veterano da inteligência do Exército com três décadas de experiência, Flynn foi diretor-assistente de inteligência nacional de Obama.

Pompeo, de 52 anos, congressista republicano do Kansas que exerceu três mandatos, foi uma escolha surpreendente para liderar a CIA.

Ele foi membro de um comitê do Congresso que investigou os ataques a instalações diplomáticas dos EUA em Benghazi, na Líbia, em 2012, que mataram o embaixador norte-americano e três outros cidadãos dos EUA. Pompeo afirmou que o governo Obama estava mais preocupado em proteger a reputação da então secretária de Estado, Hillary Clinton, do que em descobrir o que aconteceu.

    (Reportagem adicional de Emily Stephenson, Patricia Zengerle, Doina Chiacu e Susan Heavey em Washington)

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