28 de Novembro de 2016 / às 09:32 / em um ano

Calero confirma em entrevista à TV Globo que gravou conversa com Temer

(Reuters) - O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero confirmou em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, que gravou conversas com o presidente Michel Temer e ministros, mas disse que o conteúdo do diálogo gravado com Temer, no qual pediu demissão do cargo ministerial, foi apenas protocolar.

Ex-ministro da Cultura Marcelo Calero e presidente Michel Temer na cerimônia de posse do primeiro no ministério. 24/05/2016 REUTERS/Adriano Machado

Calero é o pivô de uma crise que levou à demissão do ex- ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima na semana passada. O ex-ministro da Cultura acusou Geddel de ter feito pressão sobre ele devido a uma obra de um prédio em Salvador do interesse de Geddel, e depois disse à Polícia Federal que também sofreu pressão de Temer com relação ao caso.

“Eu fiz algumas gravações telefônicas, ou seja, de pessoas que me ligaram. Entre essas gravações, existe uma gravação do presidente da República, mas uma gravação absolutamente burocrática”, disse Calero na entrevista, exibida na noite de domingo.

“Inclusive, eu fiz questão de que essa conversa fosse muito protocolar, que é a conversa da minha demissão. Eu tive a preocupação inclusive de não induzir o presidente a entrar em qualquer tema para não criar prova contra si”, acrescentou.

Calero não disse quais ministros gravou, segundo ele, para não prejudicar as investigações.

Geddel pediu demissão do cargo na sexta-feira, após conversa com Temer. Em entrevista coletiva no domingo, o presidente admitiu que a demora no pedido de demissão de Geddel foi prejudicial ao governo e aumentou a temperatura da crise.

Na entrevista, Temer ainda insistiu que suas conversas com Calero se resumiram a tentar arbitrar um conflito, e classificou de “indigno” o fato de Calero ter gravado conversa com ele.

“Se ele gravou mesmo eu espero que logo venha à luz. Os senhores vão verificar que eu estava arbitrando conflitos. A coisa que mais fiz na vida foi arbitrar conflitos. É uma tarefa indispensável para um presidente da República”, afirmou.

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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