6 de Dezembro de 2016 / às 18:37 / em 10 meses

Policiais e manifestantes entram em confronto no Rio por votação de pacote de corte de gastos

Manifestantes durante protesto em frente a Alerj, no centro do Rio de Janeiro. 06/12/2016 REUTERS/Fabio Texeira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Pelo menos oito policiais e dois manifestantes ficaram feridos nesta terça-feira em protesto contra o pacote de austeridade do Estado que começou a ser votado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O confronto começou quando manifestantes tentaram derrubar grades que protegem a Alerj. Os manifestantes também lançaram bombas e fogos de artifício contra os policiais que protegiam a Assembleia.

O que se viu na sequência foi uma verdadeira batalha campal Policiais que estavam posicionados em prédios ao redor da Alerj atiraram bombas de gás e dispararam tiros com balas de borracha para tentar dispersar os manifestantes.

“Isso aqui virou uma praça de guerra”, resumiu um advogado que passava perto da Alerj e seguia para o Tribunal de Justiça, a poucos metros do Palácio Tiradentes.

Os manifestantes se espalharam por ruas e avenidas do centro para fugir do cerco policial.

O clima voltou a ficar tenso com a chegada do veículo blindado da PM conhecido como caveirão, normalmente usado para confrontos com traficantes em comunidades.

Para tentar dificultar a circulação do blindado, os manifestantes, alguns mascarados, montaram barricadas e atearam fogo a paus e lixo nas proximidades da Alerj.

De dentro do caveirão , os policiais atiravam com balas de borracha e usavam bombas de gás e efeito moral.

Apesar dos confrontos, o pacote de austeridade começou a ser votado no plenário da Assembleia Legislativa. Eram projetos que tratavam do fim de sessões solenes a noite, da renovação da frota de veículos que servem parlamentares e a redução de salários de secretários, governador e vice-governador.

“Alguns deputados tentaram cancelar a sessão, mas a presidência da casa deu sequência. Esse pacote é um grande erro porque não resolve os problemas do Estado e ainda cria uma enorme instabilidade social”, disse o deputado estadual Carlos Osório (PSDB).

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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