12 de Dezembro de 2016 / às 19:46 / 10 meses atrás

Temer pede a Janot rapidez em delações após vazamento de ex-diretor da Odebrecht

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer pediu nesta segunda-feira ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rapidez na conclusão das investigações em curso pelo Ministério Público Federal e que as delações em andamento sejam enviadas o quanto antes para eventual homologação e divulgação completa.

Temer em evento em São Paulo 30/9/2016 REUTERS/Paulo Whitaker

Em requerimento a Janot, Temer alega, sem citar a operação Lava Jato, que o desenrolar dos processos de forma fracionada e lenta tem afetado a ação do governo, que vem buscando criar as condições para a retomada econômica do país.

“Ante o exposto, a União pleiteia que Vossa Excelência examine a possibilidade de se imprimir celeridade na conclusão das investigações em curso”, diz Temer no requerimento que assina junto com a advogada-geral da União, Grace Mendonça.

“Requer também que as colaborações premiadas porventura existentes sejam, o quanto antes, finalizadas, remetidas ao juízo competente para análise e eventual homologação... e divulgação por completo”, acrescenta o pedido. “Com isso, a eventual responsabilidade criminal dos investigados será logo aferida.”

Desde sexta-feira, a temperatura política voltou a subir em Brasília com o vazamento de delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho, no âmbito da Lava Jato.

Melo Filho citou recursos repassados a dezenas de políticos, entre eles o próprio Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL). Os políticos negaram qualquer irregularidade.

Com vários políticos citados, o PMDB divulgou nota nesta segunda-feira pedindo esclarecimentos sobre o vazamento e “todos os pontos que possam ser levantados no âmbito da investigação”.

“O PMDB não cometeu nenhum tipo de erro em relação a recursos de campanha, sempre agiu de forma responsável e legal e teve todas suas contas aprovadas. Portanto, o PMDB não teme nenhum tipo de investigação.”

Após o vazamento, Janot informou em nota no sábado que iria pedir abertura de investigação para apurar a divulgação ilegal.

“O vazamento do documento que constituiria objeto de colaboração, além de ilegal, não auxilia os trabalhos sérios que são desenvolvidos e é causa de grave preocupação para o Ministério Público Federal, que segue com a determinação de apurar todos os fatos com responsabilidade e profissionalismo”, disse em nota.

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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