December 13, 2016 / 6:57 PM / 2 years ago

Renan acusa Janot de fazer política e de promover "vendetta" contra Senado

(Reuters) - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusou nesta terça-feira o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de fazer política e de promover uma “vendetta” contra o Senado ao denunciar o parlamentar no âmbito da Lava Jato.

Presidente do Senado, Renan Calheiros, deixa sua residência em Brasília 07/12/2016 REUTERS/Adriano Machado

Segundo Renan, Janot está reagindo ao fato de os senadores terem rejeitado três nomes ligados ao Ministério Público para postos no Conselho Nacional do Ministério Público e no Conselho Nacional de Justiça.

“O Ministério Público infelizmente passou a fazer política. Só política. Quando você faz política, você perde a condição definitivamente de ser o fiscal da lei”, disse Renan, segundo o site da presidência do Senado.

“Depois que o procurador Janot colocou na força-tarefa três membros do MP rejeitados pelo Senado para o Conselho Nacional do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça, isso, por si só, já demonstra o que ele está querendo fazer com o Senado”, acrescentou.

Janot denunciou Renan ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de receber propina e de lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato, que investiga um bilionário esquema de corrupção na Petrobras. [nL1N1E711R]

Renan classificou as acusações contra ele de “absurdas” e disse que a denúncia da PGR contra ele foi feita “nas coxas”.

“São denúncias apressadas, feitas nas coxas, que demonstram o caráter político do Ministério Público, de vendetta, de vingança, porque o Senado rejeitou os três nomes”, disparou Renan.

“Essa denúncia vai ter o mesmo destino das outras denúncias: será arquivada. Nunca cometi crime, irregularidade e sempre tive muito cuidado com a minha vida pública e com a minha vida pessoal.”

Renan já é réu no STF em uma ação penal em que é acusado de peculato, num caso em que teria, segundo a PGR, desviado recursos da verba indenizatória para o pagamento de despesas pessoais relativas a uma filha fruto de um caso extraconjugal. Ele nega as acusações e tem dito que provará sua inocência ao longo do processo.

O presidente do Senado tem entrado em rota de colisão com membros do Judiciário e do Ministério Público principalmente por patrocinar um projeto de lei que define o crime de abuso de autoridade que, para alguns juízes e promotores, visa intimidar as duas categorias e embaraçar investigações, como as da Lava Jato.

A proposta é apontada por Renan como uma das prioridades do Senado até o final deste ano. Os senadores encerram o ano legislativo na quinta-feira.

Por Eduardo Simões, em São Paulo

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