December 21, 2016 / 3:55 PM / 2 years ago

Retirada de civis de Aleppo é retomada após obstáculos

GENEBRA (Reuters) - Um comboio de ônibus que levam pessoas desesperadas para sair do último enclave rebelde de Aleppo começou a deixar a cidade novamente nesta quarta-feira, disseram agências de ajuda, aumentando as esperanças de que um obstáculo de última hora havia sido resolvido.

Rebelde perto de ônibus para retirada de moradores de vilas xiitas na Síria. 20/12/2016. REUTERS/Ammar Abdullah

Civis ficaram esperando sob temperaturas congelantes desde que surgiram problemas na terça com o plano para retirá-los da cidade abalada pela guerra civil. Sessenta ônibus ficaram parados, disse um grupo que monitora a guerra mais cedo nesta quarta, e imagens da TV mostraram os veículos cobertos por neve.

Mas uma autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) disse à Reuters por email às 12h (horário de Brasília) que os ônibus começaram novamente a sair do leste de Aleppo. “Esperamos que assim continue, para que as pessoas possam ser retiradas com segurança”, disse a autoridade.

Forças do governo concordaram com a retirada como parte de um acordo que também inclui a retirada de pessoas de vilas xiitas cercadas pelos rebeldes em Idlib.

Oito ônibus que seguiam para Aleppo depois de partirem dos vilarejos pró-governo de Foua e Kefraya também estão retidos desde terça-feira, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, um grupo de monitoramento sediado no Reino Unido.

Mais funcionários da ONU chegaram ao leste de Aleppo para ajudar a monitorar a retirada, em linha com uma resolução adotada por unanimidade do Conselho de Segurança da entidade na segunda-feira, disse o porta-voz da ONU Jensen Clarke em Genebra.

A TV síria disse que quatro ônibus e duas ambulâncias chegaram na área controlada pelo governo em Aleppo em Foua e Kefraya, em Idlib, enquanto 15 ônibus levando combatentes e suas famílias começaram a sair do leste de Aleppo.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que está comandando a operação junto com o Crescente Vermelho Árabe Sírio, confirmou que a retirada foi retomada. As condições climáticas eram “duras” e as pessoas estavam “exaustas”, disseram no Twitter.

“Todos os pacientes foram retirados, o hospital al-Quda (único que sobrou no enclave rebelde) está agora vazio, e todos os outros casos médicos urgentes foram retirados”, disse o porta-voz da Cruz Vermelha Kris Armstrong em Genebra.

Reportagem de Stephanie Nebehay

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