25 de Dezembro de 2016 / às 15:35 / em 10 meses

Israel convoca embaixadores estrangeiros em resposta à votação da ONU anti-assentamentos

JERUSALÉM (Reuters) - Israel convocou os embaixadores de 10 nações a Jerusalém para repreendê-los no domingo e dirigiu mais palavras duras à administração Obama por conta de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas demandando o fim da construção de assentamentos.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu colocou sua marca pessoal em uma demonstração de raiva ao repetir, em sua reunião semanal de gabinete, o que uma autoridade não identificada do governo israelense alegou na sexta-feira: que Washington conspirou com os Palestinos para pressionar pela adoção da resolução.

A Casa Branca nega a acusação.

A votação passou no Conselho de Segurança, de 15 membros, na sexta-feira porque os Estados Unidos romperam com sua antiga abordagem de proteger diplomaticamente Israel e não exerceram, como membro permanente do fórum, seu poder de veto, escolhendo se abster.

“De acordo com nossas informações, não temos dúvidas que a administração Obama iniciou (a resolução), a apoiou, coordenou a redação e demandou que ela passasse”, disse Netanyahu ao gabinete em observações públicas.

Embaixadores de 10 dos 14 países que votaram a favor da resolução e que possuem Embaixadas em Israel - Grã-Bretanha, China, Rússia, França, Egito, Japão, Uruguai, Espanha, Ucrânia e Nova Zelândia - foram convocados ao Ministério das Relações Exteriores em Jerusalém, disse o ministério.

Domingo é um dia regular de trabalho em Israel, mas a maioria das Embaixadas ficam fechadas, e chamar emissários no dia de Natal é pouco comum.

Em reunião semanal de seu gabinete no domingo, Netanyahu descreveu uma conversa por telefone com o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, na quinta-feira, quando Israel e o presidente eleito Donald Trump pressionaram, com sucesso, o Egito a abandonar a resolução anti-assentamentos que havia apresentado. Ela foi reenviada um dia depois pela Nova Zelândia, Senegal, Venezuela e Malásia.

“Durante décadas administradores americanos e governos israelenses discordaram sobre os assentamentos, mas nós concordamos que o Conselho de Segurança não é o lugar para resolver essa questão”, disse Netanyahu. “Nós sabemos que ir lá tornaria as negociações mais duras e empurraria a paz para mais longe. Como eu disse a John Kerry na quinta-feira, ‘Amigos não levam amigos ao Conselho de Segurança’”, disse ele, mudando de Hebreu para Inglês.

Israel tem perseguido uma política de construção de assentamentos no território que conquistou em 1967 na guerra contra seus vizinhos árabes - a Cisjordânia, Gaza e leste de Jerusalém, áreas Palestinas em busca de um Estado.

A maioria dos países vêem os assentamentos como atividades ilegais e um obstáculo para a paz. Israel discorda, citando conexões bíblicas e históricas à Cisjordânia e Jerusalém, bem como interesses de segurança. 

Por Jeffrey Heller

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