26 de Dezembro de 2016 / às 18:40 / 10 meses atrás

Erro humano levou a acidente com avião da Chapecoense, dizem autoridades

BOGOTÁ (Reuters) - Erros cometidos pelo piloto, companhia aérea e reguladores da Bolívia foram apontados como causas do acidente com o avião que transportava a delegação da Chapecoense, que deixou 71 mortos na Colômbia, afirmaram nesta segunda-feira autoridades aéreas em Bogotá.

Equipes de resgate trabalham nos destroços de avião que levava a equipe da Chapecoense e caiu próximo a Medellin, Colômbia 29/11/2016 REUTERS/Jaime Saldarriaga

O avião operado pela LaMia, uma empresa com sede na Bolívia, se chocou contra uma montanha perto da cidade de

Medellín depois de ficar sem combustível, uma vez que o piloto não reabasteceu a aeronave nem relatou a emergência até que fosse tarde demais.

“Neste caso até o momento temos evidência de que nenhum fator técnico incidiu no acidente”, disse o

secretário de segurança aérea da Aeronáutica Civil

da Colômbia, coronel Freddy Bonilla, em uma entrevista a jornalistas.

”Tudo diz respeito a fator humano, adicional

ao fator gerencial no sentido de qual foi a administração

que realizaram a organização desta empresa e igualmente na organização e gerenciamento do recebimento dos planos

de voo da entidade encarregada na Bolívia”, acrescentou.

Com base na análise dos registros de gravações da tripulação, também foram detectadas falhas desconhecidas até o momento, como o fato de a aeronave ter sobrepeso de quase 400 quilos, além de não contar com as certificações requeridas para voar à altura em que estava, acima dos 30.000 pés.

A maior parte das conclusões da investigação coincide com uma realizada por autoridades na Bolívia, que responsabilizou a direção da companhia aérea e funcionários do órgão regulador.

Bonilla afirmou que 3:45 minutos antes do acidente os quatro motores do avião deixaram de funcionar por falta de combustível e 2 minutos antes do choque foi reportada falha elétrica total, uma vez que o avião já não contava com nenhuma fonte geradora de energia.

O time de futebol da Chapecoense viajava de Chapecó a Medellín para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana.

Carlos Vargas, Nelson Bocanegra e Julia Symmes Cobb

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