5 de Janeiro de 2017 / às 11:36 / 9 meses atrás

Colômbia diz que dança de funcionários da ONU com rebeldes das Farc distorce missão de paz

Membros das Farc durante discurso sobre o processo de paz entre o grupo e o governo em um acampamento em Cordillera Orienta. 16/08/2016 REUTERS/John Vizcaino

BOGOTÁ (Reuters) - O governo da Colômbia pediu na quarta-feira a uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) incumbida de supervisionar a desmobilização de rebeldes das Farc que mantenha neutralidade, após a divulgação de um vídeo que mostrou funcionários da ONU dançando com rebeldes durante a celebração do Ano Novo.

Rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão começando o processo de desmobilização que vai encerrar mais de cinco décadas de guerra, após a assinatura de um acordo de paz com o governo do presidente Juan Manuel Santos.

A missão da ONU confiscará todas as armas das Farc e administrará mais de duas dúzias de campos de desmobilização. 

Em uma carta pública, Maria Emma Mejia, embaixadora da Colômbia na ONU, disse que a conduta mostrada no vídeo, que foi divulgado nesta semana pela imprensa nacional e internacional, foi fonte de “grande preocupação e surpresa”.

“Esse tipo de comportamento distorce o profissionalismo e a neutralidade que deveriam caracterizar, a todo momento, a equipe que é parte do mecanismo tripartite para monitorar e verificar o cessar-fogo e o definitivo abandono das armas”, disse a carta.

A ONU deve assegurar que o incidente não se repita, acrescenta a carta, a fim de não colocar em risco a confiança pública na organização multinacional. 

A ONU disse que as ações dos funcionários mostradas no vídeo, que resultaram em críticas ao acordo de paz nas redes sociais por parte de oponentes de direita, foram inapropriadas e que vai adotar medidas para evitar que seu profissionalismo seja questionado. 

As Farc disseram que a reação ao vídeo é exagerada.“Vamos deixar para trás o ódio e entrar em paz e reconciliação”, disse o líder das Farc, Rodrigo Londoño, mais conhecido como Timochenko, pelo Twitter na quarta-feira.

A ONU tem atualmente 280 observadores trabalhando como parte da missão de desmobilização. 

Por Luis Jaime Acosta e Julia Symmes Cobb

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