18 de Janeiro de 2017 / às 21:47 / em um ano

Ministro da Saúde admite "alerta" por febre amarela em Minas, mas vê situação sob controle

(Reuters) - O aumento de casos de febre amarela coloca em estado de alerta Minas Gerais, mas o ministro da Saúde, Ricardo Barros, garantiu nesta quarta-feira que o país tem a quantidade necessária de vacinas para conter o surto e que a situação está sob controle.

Ministro Ricardo Barros concede entrevista. 10/6/2016. REUTERS/Sergio Moraes

Desde o início do ano foram notificados 184 casos suspeitos de febre amarela silvestre em Minas Gerais, sendo 37 apontados como casos prováveis, de acordo com boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de MG. Entre esses casos há 22 mortes apontadas como provavelmente provocadas pela doença, segundo a secretaria, em um total de 53 mortes notificadas como suspeitas.

O Ministério da Saúde informou que até agora há oito mortes por febre amarela em Minas Gerais, sendo quatro confirmadas por febre amarela silvestre, de acordo com todos os procedimentos necessários para se confirmar a ligação da morte com o vírus.

Em comparação, ao longo de todo o ano de 2016 foram confirmados sete casos da doença em todo o país --três em Goiás, dois em São Paulo e dois no Amazonas--, sendo cinco mortes, também de acordo com dados do Ministério da Saúde.

“Estamos em estado de alerta, porque é preciso tomar as medidas adequadas para chegar ao resultado que queremos de controle”, disse o ministro em entrevista coletiva em Brasília.

“Temos um surto em Minas, nós consideramos a situação sob controle. O ministério tem vacinas em seu estoque, as vigilâncias dos Estados estão agindo de forma adequada, os municípios cooperam”, acrescentou.

De acordo com autoridades do Ministério da Saúde, foi identificado o aumento da circulação do vírus de febre amarela em macacos em Minas Gerais, e por isso ocorre a intensificação de vacinação na área. A maioria dos casos são de exposição em ambiente silvestre, de pessoas que trabalham em área de mineração e agricultura.

O ministro explicou que espera o mesmo resultado atingido por São Paulo, que, quando começou a identificar os macacos com febre amarela, reforçou a vacinação e controlou a situação.

“Esperamos que a eficiência das equipes do Estado e municípios no permita o mesmo resultado que tivemos em São Paulo... para evitar a expansão da contaminação”, disse, acrescentando que a população no entorno da zona da mata em Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro deve procurar vacinação.

VIGILÂNCIA NO RIO

Além dos casos em Minas Gerais, o Espírito Santo também notificou o Ministério da Saúde sobre a existência de quatro casos suspeitos e anunciou que vai vacinar a população de 26 municípios próximos a MG.

O governo do Rio elevou nesta quarta o nível de vigilância para pacientes com sintomas de febre amarela em cidades na divisa com Espírito Santo e Minas Gerais, e solicitou doses de vacina para criar uma “região de bloqueio” contra o vírus.

“Foi solicitado ao Ministério da Saúde um total de 250 mil doses da vacina contra a doença, que serão distribuídas pela Secretaria de Estado de Saúde às prefeituras dessas cidades, para criar uma região de bloqueio contra o vírus da doença”, disse a secretaria do Rio em nota.

Não houve registro da doença no Estado do Rio em 2016 e 2017, de acordo com o governo.

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Tatiana Ramil, em São Paulo

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