23 de Janeiro de 2017 / às 20:21 / em um ano

Oposição na Venezuela renova pressão contra governo Maduro

CARACAS/SAN CRISTÓBAL (Reuters) - Oferecendo valorizados sacos de farinha para a polícia e jogando caixas vazias de remédio no chão, manifestantes de oposição na Venezuela renovaram nesta segunda-feira a pressão para tirar do poder o presidente Nicolás Maduro e terminar com 18 anos de regime socialista.

O número de pessoas nas primeiras manifestações da oposição em 2017 não foi muito grande, refletindo a desilusão com o fracasso no ano passado de forçar um referendo revogatório para o líder de 54 anos, sucessor de Hugo Chávez.

Contudo, os que participaram das manifestações pelo país buscaram ser criativos nos protestos contra a crise econômica sem precedentes do país integrante da Opep.

No politicamente volátil Estado de Táchira, no oeste do país, há muito um foco do sentimento anti-Maduro, alguns manifestantes ofereceram farinha, um bem cada vez mais raro e caro em meio aos três anos de recessão, para a polícia, disseram testemunhas.

Em Caracas, onde milhares de simpatizantes da oposição fizeram uma passeata, alguns jogaram caixas vazias de remédio no chão para simbolizar o desabastecimento que atinge o setor de saúde.

Forças de segurança usaram gás lacrimogêneo em Táchira para impedir os manifestantes de chegarem à sede do Conselho Nacional Eleitoral, enquanto em Caracas gás lacrimogêneo foi usado contra pessoas bloqueando uma via.

Com muitos dos 30 milhões de venezuelanos não podendo fazer todas as refeições de um dia, incapazes de pagar preços crescentes por produtos básicos e enfrentando longas filas para obter raros mantimentos subsidiados, Maduro, que venceu as eleições de 2013 para substituir Chávez, tem se tornado bastante impopular.

Pesquisas mostram que a maioria dos venezuelanos queriam um referendo no ano passado que poderia antecipar o fim do seu governo e provocar uma eleição presidencial. Contudo, tribunais e autoridades eleitorais complacentes impediram a medida, alegando fraude na coleta de assinaturas.

”Esse governo tem medo dos votos, e o conselho eleitoral é o instrumento que ele usa para evitá-los”, disse a dona de casa Zoraida Castro, de 46 anos, durante passeata em Ciudad Bolívar, no sul do país.

A coalizão oposicionista Unidade Democrática está exigindo datas para eleições regionais que estão programadas para ocorrer neste ano e também pedindo que Maduro realize um novo pleito presidencial.

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