6 de Fevereiro de 2017 / às 16:04 / em 9 meses

Forças Armadas vão para as ruas no ES reforçar segurança durante greve da polícia

(Reuters) - Homens das Forças Armadas e da Força Nacional começarão a patrulhar as ruas da região metropolitiana de Vitória, capital do Espírito Santo, nesta segunda-feira, em uma operação para reforçar a segurança diante de uma “grave situação” provocada pela greve da Polícia Militar, anunciou o governo federal.

Homem observa janela de carro quebrada em Vitória. 6/2/2017. REUTERS/Gabriel Lordello

Tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica atuarão sob a chamada Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em atendimento a pedido do governador em exercício, César Roberto Colnaghi, à Presidência da República, que autorizou a atuação dos militares.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, conversou por telefone com autoridades do Estado e viajará também nesta segunda para Vitória, informou o Ministério da Defesa em comunicado.

Além das Forças Armadas, o Espírito Santo também receberá 200 homens da Força Nacional para o reforço do policiamento em Vitória, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A greve dos policiais militares do Espírito Santo resultou em uma série de crimes na região metropolitana de Vitória no fim de semana, de acordo com a Polícia Civil do Estado. Vídeos divulgados nas redes sociais flagraram assaltos nas ruas da cidade, provocando pânico entre moradores.

O governo do Estado informou em nota que trocou o comando da PM “para restabelecer a ordem e disciplina”, e disse que irá continuar conversando com os policiais para garantir o policiamento nas ruas.

A administração estadual também disse ter obtido uma decisão favorável do Tribunal de Justiça contra a paralisação da PM, na qual foi determinada multa diária de 100 mil reais caso os policiais não cumpram a determinação de retornar às atividades.

A crise na segurança no Espírito Santo ocorre semanas após uma série de rebeliões em presídios do país em consequência de conflitos entre facções criminosas, que deixaram ao menos 130 mortos e levaram o governo federal a autorizar o envio das Forças Armadas a penitenciárias para a realiação de varreduras.

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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