10 de Fevereiro de 2017 / às 10:32 / em 8 meses

Familiares de PMs protestam em batalhões no Rio, corporação diz que situação está controlada

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Parentes de policiais militares do Rio de Janeiro iniciaram na noite de quinta-feira uma onda de protestos na porta de alguns batalhões da corporação em todo o Estado, mas apesar das manifestações, seguidas de bloqueios da entrada de certas unidades, a situação é considerada controlada pela Polícia Militar.

Uniformes colocados em protesto de parentes de policiais militares do Rio de Janeiro . 10/02/2017 REUTERS/Ricardo Moraes

A PM confirmou que houve protestos na porta dos batalhões e alguns bloqueios, mas em boa parte das unidades as viaturas estão indo para as ruas.

Desde o começo da semana havia rumores nas redes sociais de que a PM do Rio poderia parar nesta sexta em razão da insatisfação dos familiares dos policiais com a política salarial do Estado.

Os protestos e os rumores acontecem depois que policiais entraram em greve no Espírito Santo, com familiares bloqueando a saída de viaturas de batalhões da Polícia Militar do Estado, o que gerou cenas de violência e anarquia, além de mais de 100 mortes nas ruas capixabas, segundo um sindicato da categoria.

No meio da semana o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, reuniu a cúpula da Segurança Pública para analisar os rumores e anunciou medidas para a corporação.

“Nós reunimos a cúpula essa semana e atuamos para identificar os boatos. Sempre achamos que isso não ia acontecer”, disse o governador.

As manifestações começaram em batalhões do interior do Estado e se repetiram em outras unidades da região metropolitana.

Ainda de madrugada, o porta voz da PM divulgou um apelo nas redes sociais para que o movimento não ganhasse volume.

“Estamos cientes das manifestações, mas é fundamental não esquecer o que acontece no Estado vizinho do Espírito Santo... sabemos que nossa situação é difícil e complexa, mas não podemos permitir que esse cenário de barbárie chegue às nossas casas e famílias”, disse o major Ivan Blaz.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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