17 de Fevereiro de 2017 / às 12:05 / em 8 meses

PGR assina acordo com 10 países para cooperar em investigações sobre Odebrecht e Lava Jato

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot 24/11/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

SÃO PAULO (Reuters) - A Procuradoria-Geral da República (PGR) assinou acordo de cooperação internacional com Ministérios Públicos de 10 países para estreitar a ajuda mútua nas investigações sobre a construtora Odebrecht e a operação Lava Jato, que investiga um bilionário esquema de corrupção na Petrobras, informou a PGR na noite de quinta-feira.

A declaração assinada por representantes dos MPs de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru, Portugal, República Dominicana e Venezuela afirma que o acordo de delação premiada com 78 executivos ligados à Odebrecht tem sigilo até junho deste ano, mas se compromete a “reforçar a importância de utilizar outros mecanismos de cooperação jurídica internacional”.

“O Brasil tem recebido vários pedidos de cooperação jurídica internacional relacionados ao caso Odebrecht, mas está obrigado a cumprir suas leis internas e a respeitar o prazo ajustado, sem prejuízo de que os países deem continuidade às investigações que já tenham iniciado”, afirma o documento.

“A pedido da empresa (Odebrecht), os presentes acordaram unanimemente escutar uma exposição de seus advogados sobre a disposição da companhia de cooperar com os Ministérios Públicos e Fiscalias da região para elucidar todos os fatos ilícitos vinculados a sua atuação.”

O escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht na Lava Jato tem se espalhado pela América Latina e causado também turbulência política em países vizinhos.

No Peru, por exemplo, o ex-presidente Alejandro Toledo teve a prisão decretada e na Colômbia há suspeitas de que a empreiteira tenha feito doações à campanha eleitoral do presidente Juan Manuel Santos.

A delação da Odebrecht também tem abalado a cena política no Brasil com os nomes de vários políticos citados em vazamentos dos acordos, que já foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda seguem sob sigilo.

Por Eduardo Simões

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