17 de Fevereiro de 2017 / às 21:00 / em 8 meses

Velloso recusa convite para Ministério da Justiça

Presidente Michel Temer. 03/02/2017. REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - Nome preferido de Michel Temer para o Ministério da Justiça, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso recusou o convite do presidente nesta sexta-feira.

Em uma nota distribuída à imprensa, Velloso afirmou que comunicou a Temer sua impossibilidade de aceitar o cargo.

“Não obstante meu desejo pessoal de contribuir com o país, neste momento tão delicado, compromissos de natureza profissional e, sobretudo, éticos, levam-me a adotar esta decisão”, disse o jurista no comunicado.

Velloso justificou sua decisão pela dificuldade de deixar os contratos do seu escritório de advocacia.

Na quinta-feira, em entrevistas, o ex-ministro havia confirmado o convite de Temer para ajudá-lo a “salvar o país”, mas informava que ainda precisava resolver questões do seu escritório de advocacia e também a resistência da família, que preferia não vê-lo no ministério.

O Plano inicial do presidente era ver Velloso encabeçando o ministério e um outro nome, mais ligado à segurança pública, a frente desta área, em uma secretaria reforçada. O nome do ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame era o preferido até meados desta semana.

No momento não há novos nomes na mesa. O presidente deve reiniciar os contatos ao longo dos próximos dias.

Mesmo com os planos iniciais do governo de anunciar o novo ministro da Justiça apenas após a sabatina de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF), a recusa de Velloso coloca ainda mais pressão sobre Temer.

Indicado pelo presidente ao Supremo, para a vaga aberta com a morte de Teori Zavascki num acidente aéreo, Moraes será sabatinado pelos senadores na próxima terça-feira e deve ter seu nome confirmado pelo Senado até quarta-feira.

Sob críticas de que o governo estaria tentando limitar a operação Lava Jato, Temer busca com a escolha do novo nome para a pasta da Justiça mandar um sinal definitivo de que não irá interferir nas investigações e avalia que “não pode errar”, segundo fontes palacianas.

A avaliação de assessores próximos do presidente é que o governo desgastou-se o que podia com a indicação de Moraes ao STF e com a transformação de Moreira Franco em ministro, dando foro privilegiado a um aliado citado dezenas de vezes em delação premiada da Lava Jato.

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