20 de Fevereiro de 2017 / às 22:19 / 8 meses atrás

Após captar R$4 bi, CCR põe em dúvida participar em leilão de aeroportos

SÃO PAULO (Reuters) - A CCR pode não participar do leilão de aeroportos previsto para o mês que vem devido a problemas nos projetos que criam muitos riscos para os negócios, disseram executivos da companhia nesta segunda-feira.

“O desenho das licitações foi feito em 2015, quando as premissas econômicas eram totalmente diferentes, então as taxas de retorno estão desatualizadas”, disse à Reuters o diretor de novos negócios da CCR, Leonardo Vianna.

No próximo dia 15 de março, o governo federal deve leiloar a concessão dos aeroportos de Fortaleza (CE), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

Em entrevista à Reuters em novembro, o presidente da CCR, Renato Vale, havia dito que a empresa se interessava pelos terminais de Fortaleza e de Salvador, por causa das rotas internacionais.

No entanto, afirmou Vianna, mesmo nesses dois há problemas importantes que podem diminuir o interesse da CCR pelo leilão.

“O aeroporto de Salvador tem um grande problema, que é a segunda pista, que precisa de aprovação ambiental”, disse Vianna. A concessão do terminal prevê a construção de uma segunda pista, que fica numa área protegida por um parque ambiental, na região de Dunas do Abaeté.

“Ainda não decidimos se vamos participar”, disse o executivo, ressalvando que a CCR tem mantido conversas com um operador internacional sobre eventual montagem de um consórcio para a disputa.

As declarações do executivo surgem logo após a CCR ter concluído uma emissão restrita de novas ações na semana passada, com a qual levantou 4 bilhões de reais.

O objetivo da operação foi justamente o de aumentar o poder da companhia, tanto para participar da disputa por concessões de aeroportos, rodovias e obras de mobilidade urbana, mas também para comprar participações de concorrentes, disse o gerente de relações com investidores da CCR, Marcus Vinícius Macedo.

Segundo ele, os novos recursos serão majoritariamente investidos no Brasil, senão tudo.

“Há muitas oportunidades no mercado secundário”, afirmou Macedo, referindo-se a empresas de infraestrutura enfraquecidas financeiramente, especialmente as que têm sido alvo das investigações da operação Lava Jato.

Por Aluisio Alves

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