25 de Fevereiro de 2017 / às 15:51 / em 10 meses

Forças iraquianas avançam a oeste de Mosul enquanto civis fogem

MOSUL (Reuters) - Forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos avançaram para dentro da região Oeste de Mosul neste sábado, avançando em diversos distritos povoados do sul após perfurarem a defesa da última fortaleza urbana do Estado Islâmico no Iraque um dia antes.

Cerca de 1.000 civis também atravessaram a linha de frente, no maior movimento desde a nova ofensiva lançada na semana passada para lidar com o golpe decisivo do grupo muçulmano sunita de linha dura.

Na capital Bagdá, o Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita Adel Al-Jubeir se encontrou com o Primeiro-Ministro iraquiano Haider al-Abadi no sábado, na primeira visita em mais de uma década entre a Arábia Saudita, liderada por muçulmanos sunitas, e o Iraque, liderado por xiitas.

O novo avanço em Mosul ocorre após as forças do governo e seus aliados terminarem de expulsar o Estado Islâmico do lado leste da cidade iraquiana no mês passado, confinando os insurgentes ao setor ocidental do outro lado do Rio Tigre.

Os comandantes esperam que a batalha no lado ocidental de Mosul seja mais difícil, em parte porque tanques e veículos blindados não podem passar pelas estreitas vielas que cruzam os antigos bairros da cidade.

No entanto, as forças iraquianas realizaram rápidos avanços até agora em diversas frentes, capturando o aeroporto da cidade na quinta-feira, o qual eles pretendem usar como zona de apoio, para romper um muro e trincheira de três metros de altura criado pelo Estado Islâmico.

As forças estão a menos de três quilômetros da mesquita na cidade antiga, onde o líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi declarou um califado que atravessará o Iraque e a Síria em 2014, provocando uma campanha militar internacional para derrotar o grupo.

Perder Mosul seria um golpe final nos sonhos dos militantes de conquistar o Estado, mas eles ainda controlam partes do território na Síria e partes do norte e do oeste do Iraque de onde eles poderiam adotar uma luta de guerrilha no Iraque e preparar ataques em outras regiões do Oriente Médio.

Por Isabel Coles

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