14 de Março de 2017 / às 12:23 / em 9 meses

PF prende dois em investigação de corrupção em obra do metrô do Rio para Olimpíada

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira duas pessoas acusadas de cobrarem propina em contratos de obras de infraestrutura no Rio de Janeiro, em especial na construção da Linha 4 do metrô, inaugurada para os Jogos Olímpicos do ano passado.

Trêm do metrô em estação da Linha 4 do Rio de Janeiro. 30/06/2016 REUTERS/Ricardo Moraes

A chamada operação Tolypeutes, nova fase da Lava Jato no Rio, amplia as investigações sobre o grupo criminoso que teria como cabeça o ex-governador Sérgio Cabral, preso desde o ano passado acusado de receber milhões em propina no Brasil e no exterior.

Foram presos o ex-subsecretário de Transportes do Governo do Rio Luiz Carlos Velloso e o diretor da Companhia de Transporte sobre Trilhos do Estado (Riotrilhos) Heitor Lopes de Souza, de acordo com fontes da PF. Veloso aparece no site da Secretaria de Turismo como atual subsecretário da pasta.

Além das prisões, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e três mandados de condução coercitiva, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do RJ.

As investigações apontam que os dois presos procuravam as empreiteiras interessadas em assumir obras de infraestrutura no Estado, cobrando vantagens indevidas com o objetivo de garantir a contratação para os serviços, de acordo com nota oficial da PF.

“A propina era paga, principalmente, de forma dissimulada a partir de aditivos que aumentavam os valores devidos, bem como alteravam o escopo técnico das obras”, acrescentou a PF.

A Linha 4 do metrô foi uma obra prometida pelo Rio de Janeiro para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, inaugurada apenas dias antes do evento, após diversos adiamentos por atrasos.

O orçamento inicial na fase conceitual da obra era de cerca 5 bilhões de reais, mas depois a projeção foi ajustada para mais de 7 bilhões de reais. Ao final, a Linha 4 custou quase 10 bilhões de reais, sendo 8,5 bilhões de reais bancados pelo governo do Estado.

Por Rodrigo Viga Gaier e Pedro Fonseca

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