18 de Março de 2017 / às 15:56 / 7 meses atrás

Ignorar referendo escocês "fragmentaria" a estrutura do Reino Unido, diz Sturgeon

ABERDEEN, Escócia, (Reuters) - A continuidade da recusa da primeira-ministra britânica em discutir um referendo de independência da Escócia autorizado pelo Parlamento escocês “fragmentaria além da reparação” a estrutura constitucional do Reino Unido, disse neste sábado Nicola Sturgeon ao Partido Nacional Escocês.

Sturgeon continuará com os planos de realizar um novo referendo sobre a independência da Escócia, conforme anunciado no início desta semana, e espera obter autorização do Parlamento descentralizado na quarta-feira para uma nova votação, uma vez que os termos para a saída do Reino Unido da União Europeia estejam claros, mas antes da saída britânica da UE.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, no entanto, precisa assinar qualquer votação legal na Escócia seguindo os arranjos constitucionais do Reino Unido e, nesta semana, ela disse a Sturgeon que “agora não é o momento” para uma nova escolha sobre a independência.

“Para a primeira-ministra, desafiar a (autorização parlamentar escocesa) seria fragmentar qualquer noção de parceria respeitosa com o Reino Unido além do que é possível reparar”, disse Sturgeon, que também é primeira-ministra da Escócia.

“Ela tem tempo para pensar novamente e espero que ela o faça. Se sua preocupação é tempo, então - dentro da razão -, estou feliz por ter essa discussão”, disse.

Há poucos dias da esperada ativação pelo Reino Unido do artigo 50 do Tratado de Lisboa e dar início ao complicado processo de divórcio da União Europeia, os dois lados seguem com um impasse.

A votação de junho passado para deixar a UE alterou o cenário político e abalou os laços das quatro nações do Reino Unido. A Inglaterra, a mais populosa do Reino Unido, e o País de Gales votaram para sair, enquanto os escoceses e os norte-irlandeses desejavam permanecer na UE.

Embora Sturgeon, que lidera o governo descentralizado da Escócia, tenha dito na sexta-feira à televisão escocesa que ainda tem “opções”, caso May se recuse a reconhecer uma nova votação de secessão, ela não quis informar que opções seriam essas.

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