4 de Abril de 2017 / às 18:53 / 8 meses atrás

Conselho de Segurança da ONU vai discutir suspeita de ataque com armas químicas na Síria

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) será informado na quarta-feira, a pedido do Reino Unido e da França, a respeito de um possível ataque com armas químicas na Síria que matou dezenas de pessoas, inclusive 11 crianças, na província de Idlib no noroeste do país.

Um homem respira através de uma máscara de oxigênio enquanto outro recebe tratamento, após ataques que equipes de ajuda médica dizem ter sido de gás suspeito na cidade de Khan Sheikhoun em Idlib, na Síria 4/094/2017. REUTERS/Ammar Abdullah

A França, os Estados Unidos e o Reino Unido culparam as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, pelo ataque desta terça-feira. Os militares sírios negaram qualquer responsabilidade e disseram que jamais usariam tais artefatos.

“Obviamente estamos muito preocupados com o que aconteceu no ataque com armas químicas na Síria, por isso teremos uma reunião de emergência amanhã de manhã na câmara aberta”, disse a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, aos repórteres.

Os EUA presidem o conselho de 15 membros durante o mês de abril. O organismo havia agendado uma reunião mensal a portas fechadas sobre o uso de armas químicas na Síria para a tarde de quarta-feira.

O embaixador britânico na ONU, Matthew Rycroft, disse que o ataque em Idlib “demonstra mais uma vez que o regime não irá se deter diante de nada para continuar no poder, nem do uso das armas mais hediondas que se possa imaginar”.

Ele disse que um dos motivos para a reunião do Conselho de Segurança é “pressionar aqueles que vetaram uma ação anterior para chamar à responsabilidade aqueles que usaram armas químicas e lhes perguntar qual é seu plano agora”.

Em fevereiro, a Rússia, aliada da Síria e com o apoio da China, lançou seu sétimo veto para proteger o governo do presidente Bashar al-Assad contra a ação do conselho, bloqueando uma tentativa das potências ocidentais de impor sanções por acusações de ataques com armas químicas durante os seis anos conflito.

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