13 de Abril de 2017 / às 21:54 / em 8 meses

Após lista de Fachin, Câmara tenta mostrar serviço na próxima semana

BRASÍLIA (Reuters) - Sem conseguir ainda aferir o possível impacto da divulgação da nova leva de políticos investigados pela Lava Jato, a Câmara dos Deputados precisa mostrar serviço na próxima semana e tocar temas extremamente caros ao governo.

Ministro do STF Edson Fachin 15/03/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

Já na terça-feira, em uma semana mais curta por conta do feriado, deve ocorrer a apresentação formal do parecer da reforma da Previdência, tema polêmico que tem custado horas de negociação do governo.

No mesmo dia, está prevista, mais uma vez, a votação no plenário de projeto que estabelece um regime de recuperação fiscal a Estados super endividados, outra medida tida como prioritária, enviada pelo Executivo em fevereiro, mas ainda sem acordo amplo que tenha possibilitado sua aprovação.

Paralelamente, o governo precisa garantir a aprovação de um requerimento para conferir regime de urgência à reforma trabalhista, o que possbilitaria a supressão de prazos regimentais e permitira que ela fosse votada na comissão especial onde tramita já na próxima semana.

“Acho que o esforço, a questão central é a base, os líderes trabalharem para manter a concentração e o foco nas votações”, disse à Reuters o líder da maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES).

Como não há consenso em nenhum dos três temas, a semana promete embates e longas horas de discussão, avalia uma fonte do governo que preferiu não ser identificada.

Ainda assim, avaliam integrantes da base governistas, as discussões devem baixar de tom, uma vez que importantes representantes da oposição também figuram entre os que serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e devem preferir a discrição.

Para Coimbra, a leitura em si do parecer da reforma da Previdência não seja a maior das complicações. O desafio maior é fechar o texto, um vez concluído, a apresentação do parecer na comissão especial cumpre apenas uma exigência regimental.

Ainda assim, o calendário de votação pode sofrer alterações, e alguns integrantes do governo já deram declarações minimizando eventuais atrasos. A previsão é que a comissão possa votar o texto na última semana deste mês.

Mas o líder prevê embates na discussão sobre a recuperação fiscal dos Estados, o que pode dificultar a votação do requerimento de urgência para a reforma trabalhista.

Na terça-feira, o relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, autorizou a abertura de 76 inquéritos para investigar políticos.

Entre os que serão investigados estão importantes lideranças no Congresso, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Sendo, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e relatores de matérias prioritárias, como o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), responsável pela reforma previdenciária, Pedro Paulo (SD-SP), relator da recuperação dos Estados, e do presidente da comissão onde tramita a reforma trabalhista, Daniel Vilela (PMDB-GO).

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