16 de Abril de 2017 / às 14:11 / em 8 meses

Ataque a bomba contra comboio de ônibus em Aleppo deixa ao menos 126 mortos, diz grupo monitor

BEIRUTE (Reuters) - O número de mortos de um ataque a bomba contra um lotado comboio de ônibus nos arredores de Aleppo alcançou ao menos 126 pessoas, no mais mortal incidente de tal tipo na Síria em quase um ano, informou neste domingo o grupo monitor Observatório Sírio para Direitos Humanos.

Membros de equipes de resgate da Defesa Civil síria disseram ter retirado ao menos 100 corpos do local da explosão de sábado, que atingiu ônibus que levavam moradores xiitas que aguardavam para cruzar de território rebelde para território do governo, em um acordo de retirada entre ambos os lados.

O Observatório, sediado no Reino Unido, disse que o número deve aumentar.

Os mortos eram em maioria moradores dos vilarejos de al-Foua e Kefraya, na província de Idlib, mas incluíam combatentes rebeldes que realizavam a segurança do comboio, segundo o Observatório.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque, que a mídia pró-Damasco informou ter sido realizado por um carro-bomba.

A principal oposição armada da Síria condenou o ataque a bomba, com grupos lutando sob a bandeira do Exército Livre da Síria descrevendo-o como um “ataque terrorista traiçoeiro”.

O papa Francisco, em mensagem de Páscoa, também condenou o ataque, descrevendo-o como “desprezível” e pedindo que Deus leve cura e conforto ao que chamou de “amada e atormentada Síria”.

O comboio levava ao menos 5 mil pessoas, incluindo civis e centenas de combatentes pró-governo, que tiveram passagem segura garantida para saída dos dois vilarejos xiitas que estão sitiados por rebeldes.

Sob o acordo de retirada, mais de 2 mil pessoas, incluindo combatentes rebeldes, tiveram passagem segura garantida para deixar Madaya, uma cidade próxima a Damasco e sitiada por forças do governo e seus aliados.

Este comboio estava aguardando em uma garagem de ônibus em uma área tomada pelo governo nos arredores de Aleppo, a poucas milhas de onde o ataque ocorreu. Pessoas que deixavam Madaya disseram ter escutado a explosão.

Por John Davison

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