4 de Maio de 2017 / às 17:46 / em 5 meses

Base e sociedade precisam ser convencidas de Previdência antes de votação em plenário, diz Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - O líder do governo na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), se esquivou nesta quinta-feira de prever uma data precisa para a votação em plenário da reforma da Previdência após o texto-base da proposta ter recebido sinal verde em comissão especial da Casa.

“O que eu posso dizer com toda tranquilidade é que a partir da aprovação do texto (final na comissão) ... nós teremos aí um prazo de alguns dias para convencimento da base e também esclarecimento da sociedade”, afirmou.

“Isso pode durar uma semana, duas semanas, três semanas. É o tempo que for necessário. Não quero aqui estipular uma data, é o tempo necessário para que todas essas dúvidas estejam dirimidas dentro da base”, acrescentou.

Fontes palacianas disseram à Reuters que o governo avalia não ter votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara neste momento e que decidiu esperar a votação da reforma trabalhista pelo Senado para só então concentrar as forças na proposta que altera as regras para a aposentadoria.

A mudança de estratégia deve atrasar a tramitação da Previdência, que o Planalto esperava ver aprovada até o final do primeiro semestre deste ano. Agora, a reforma pode ser votada no Senado, segunda etapa da sua tramitação, apenas depois do recesso parlamentar de julho.

Mais cedo nesta quinta-feira, o presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou que o colegiado retomará a votação dos destaques ao projeto na próxima terça-feira, às 9h30, e que pretende encerrar a apreciação do texto no mesmo dia.

Na noite passada, a comissão aprovou o texto-base da reforma da Previdência, considerada pelo governo como essencial para colocar as contas públicas em ordem. Mas a sessão foi interrompida pela invasão de agentes penitenciários, causando tumulto e a entrada da tropa de choque da Polícia Legislativa.

Por Marcela Ayres

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