8 de Maio de 2017 / às 18:53 / 5 meses atrás

Defesa de Lula pede suspensão de prazos e tenta adiar depoimento a Moro na 4ª-feira

BRASÍLIA (Reuters) - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou nesta segunda-feira com um pedido de suspensão dos prazos do processo em que Lula é investigado na compra de um tríplex no Guarujá, o que poderia levar ao adiamento do depoimento do ex-presidente ao juiz Sérgio Moro, marcado para quarta-feira. 

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 24/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

No pedido, feito ao Tribunal Regional Federal da 4ª região, a defesa de Lula alega que precisa de tempo para analisar documentos entregues pela Petrobras à Justiça na semana passada e que somariam mais de 100 mil paginas e 5 gigabytes.

Em nota, os advogados alegam que é “materialmente impossível a defesa analisar toda essa documentação até o próximo dia 10, quando haverá o interrogatório do ex-presidente e será aberto o prazo para requerimento de novas provas”.

Os advogados alegam ainda que a acusação já conhece o conteúdo dos documentos e, com isso, não há “paridade de armas”.

O mesmo pedido já havia sido feito a Moro, que negou. A defesa então apelou à segunda instância, o TRF4. 

Se o tribunal acatar o pedido, o depoimento de Lula será novamente adiado. A primeira postergação foi decretada por Moro, a pedido da Polícia Federal e da Secretaria de Segurança do Paraná, que pediram mais tempo para providenciar a segurança do local.

GRAVAÇÕES

A defesa de Lula informou que também irá recorrer de outra decisão de Moro, divulgada nesta segunda, de não conceder aos advogados o direito de fazer suas próprias gravações durante o depoimento.

A defesa alegou que a gravação feita pela Justiça Federal do Paraná prejudica o depoente ao se fixar apenas nele e não mostrar a defesa, o juiz e os promotores.

Moro negou o pedido, mas informou que irá permitir a colocação de uma segunda câmera, na lateral da sala, mostrando todos os presentes no local.

No despacho, Moro acusa Lula e sua defesa de transformar uma “ato normal do processo penal” em um ato político-partidário ao convocar militantes para manifestações de apoio ao ex-presidente.

“Assim, há um risco de que o acusado e sua defesa pretendam igualmente gravar a audiência, áudio e vídeo, não com finalidade privadas ou com propósitos compatíveis com os admitidos pelo processo, por exemplo permitir o registro fidedigno do ocorrido para finalidades processuais, mas sim com propósitos político-partidários, absolutamente estranhos à finalidade do processo”, diz Moro em sua decisão. 

Por Lisandra Paraguassu

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