9 de Maio de 2017 / às 18:04 / em 7 meses

Congresso prepara forte aparato de segurança para garantir votação da reforma da Previdência

BRASÍLIA (Reuters) - Enquanto a comissão especial da Câmara analisava nesta terça-feira emendas à reforma da Previdência com relativa tranquilidade, do lado de fora do plenário o clima era de excepcionalidade, com barreiras policiais em todas os acessos à Câmara e policiais postados com equipamento de choque no corredor da comissão.

Cavalaria em frente do Congresso Nacional durante protesto contra a reforma da Previdência 28 de abril de 2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

Do lado de fora, na entrada do Anexo 4 da Câmara, representantes dos agentes penitenciários manifestavam e gritavam palavras de ordem.

“Eles estão legislando em causa própria, ninguém quer a PEC 287. E eles estão enchendo os bolsos de dinheiro. Então companheiros, é força, sim, é contundência, sim”, discursava um dos manifestantes na porta do anexo da Câmara, ao lado de uma barreira de policiais militares.

“Podemos estar mortos amanhã. E nossos filhos, nossa família, vão sofrer o reflexo disso. Vamos aguardar, se tivermos que ocupar vamos ocupar”, acrescentou o homem, que vestia uma camiseta onde lia-se “Polícia Penal”.

Foi justamente essa categoria que protagonizou, na última semana, uma invasão à Câmara e à comissão onde a PEC da reforma da Previdência era votada. Após confronto entre os manifestantes e a polícia legislativa, com explosões de bombas de efeito moral, a sessão da comissão foi interrompida, para ser retomada apenas nesta terça-feira.

Os agentes penitenciários chegaram a ser incluídos pelo relator no rol de categorias que teriam idade menor para se aposentar, mas como o benefício não havia sido combinado com o governo, foi retirado do parecer.

Depois da votação do texto-base, na última quinta-feira, havia a expectativa de aprovação de uma emenda que os incluiria novamente no texto, mas diante de um acordo da base do governo, a emenda foi retirada da pauta, provocando a revolta dos manifestantes, que invadiram a comissão.

Diante do aparato de segurança montado para evitar outra invasão, o acesso ao Congresso ficou restrito até mesmo para parlamentares e servidores. A tradicional chapelaria, local de embarque e desembarque no prédio principal, estava fechada, assim como os anexos 2 e 4 da Câmara. O acesso ocorria exclusivamente pelo anexo 3, que contava com forte presença policial.

Em protesto, a bancada do PSOL da Câmara fez um uma caminhada no estacionamento do anexo 2 contra “o fechamento da Câmara, a Casa do povo, ao público”.

Reportagem de Maria Carolina Marcello

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