May 9, 2017 / 10:40 PM / a year ago

Temer pede pressa em votação de reforma trabalhista a bancada do PMDB no Senado

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer defendeu nesta terça-feira que a bancada do PMDB do Senado ajude a acelerar a votação da reforma trabalhista na Casa e disse que os deputados atrelam a votação da reforma da Previdência à conclusão da apreciação das mudanças na lei trabalhista pelos senadores, disse à Reuters uma fonte que participou do encontro de Temer com os parlamentares.

Temer pediu aos peemedebistas que apoiem a votação do texto com as alterações à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como veio da Câmara e pediu que, se houver modificações a serem feitas por meio de emendas, o procurassem pessoalmente para apresentá-las.

O presidente disse aos senadores que iria avaliar a conveniência de editar uma medida provisória para garantir essas modificações.

Mais cedo, após a reunião de Temer com os senadores, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse a jornalistas que os senadores votarão a reforma trabalhista quando ela estiver madura e que a votação das alterações previdenciárias pelo plenário da Câmara dos Deputados não depende dessa votação.

No encontro, Temer não fez qualquer menção sobre em qual prazo gostaria de votar a reforma trabalhista no plenário do Senado.

Senadores ouvidos pela Reuters acreditam que a matéria poderá ser votada no início de junho, após passar pelas três comissões temáticas previstas: a de Assuntos Econômicos (CAE), a de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Assuntos Sociais (CAS).

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), propôs no encontro aumentar o debate da matéria ao sugerir o cancelamento de votações e a realização de duas audiências públicas em plenário, uma na quinta-feira (11) e outra na terça (16). Eunício anunciou nesta tarde aos senadores a realização dessas sessões.

AFAGOS A RENAN

Segundo relatos, Temer fez questão de afagar o líder da bancada, Renan Calheiros (AL), um dos maiores críticos das duas reformas do governo dentro da base aliada.

Primeiro, antes do encontro com a bancada, o presidente reuniu-se em seu gabinete com Renan, Eunício, Jucá e o senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

Depois, no encontro com 19 dos 22 senadores do PMDB, Temer sentou-se ao lado do líder do partido e disse serem pertinentes as avaliações feitas por Renan ao projeto.

Em um tom mais baixo do que em entrevistas concedidas nos últimos dias, Renan disse se mostrar preocupado se o texto em discussão poderá levar ao que ele chama de “pejotização” dos trabalhadores —quando funcionários com carteira assinada são substituídos por autônomos contratados por meio de empresas.

Na reunião, Temer, segundo relatos, fez várias referências a Renan e a Eunício, que voltou esta semana a presidir o Senado após se afastar há duas semanas por problemas de saúde.

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