12 de Maio de 2017 / às 13:35 / em 5 meses

Alta de 17,6% em lucro da Kroton no 1º tri reforça perspectiva de crescimento para 2017

SÃO PAULO (Reuters) - A Kroton Educacional teve alta anual de 17,6 por cento no lucro líquido ajustado do primeiro trimestre, sem considerar as operações da Uniasselvi, vendidas em fevereiro de 2016, um resultado que corrobora as perspectivas de crescimento anunciadas para 2017.

CEO da Kroton Educacional SA , Galindo, posa para foto em São Paulo. 23/05/2013 REUTERS/Paulo Whitaker

A empresa lucrou 577,1 milhões de reais de janeiro a março, acima dos 490,5 milhões de reais, excluindo os resultados da Uniasselvi, no mesmo intervalo do ano passado.

Para 2017, a Kroton projeta lucro líquido ajustado de 2,1 bilhões de reais, 5,6 por cento maior na comparação anual. A companhia ainda prevê alta de 5,4 por cento na receita líquida, para 5,485 bilhões de reais, e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado 6 por cento maior, de 2,42 bilhões de reais.

Às 10:20, as ações da companhia subiam 1,6 por cento, a 15,95 reais, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,85 por cento.

“Nós tivemos um resultado bastante robusto nesse primeiro trimestre, aumentando inclusive as principais linhas do balanço, o que nos dá visibilidade sobre a performance neste ano”, disse nesta sexta-feira à Reuters o diretor de Relações com Investidores da Kroton, Carlos Alberto B. Lazar.

De janeiro a março, a companhia apurou receita líquida de 1,365 bilhão de reais, 11,3 por cento maior ante o primeiro trimestre de 2016, também excluindo os números da Uniasselvi.

Conforme material de divulgação do balanço, o resultado foi ajudado pela melhora do mix de cursos, pelo crescimento anual de 0,5 por cento na base de alunos, que superou a marca de 1 milhão, pela maior ticket médio e pelo controle de despesas.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 8,6 por cento ano a ano, para 639,5 milhões de reais, ainda na base ex-Uniasselvi.

Nos três primeiros meses deste ano, as despesas operacionais consolidadas recuaram 9,7 por cento na comparação anual, para 132,435 milhões de reais. A empresa ainda desembolsou 110,737 milhões de reais com vendas e marketing, montante 8,1 por cento menor em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Enquanto isso, a provisão de perdas com inadimplência diminuiu 11,6 por cento, para 158,5 milhões de reais.

Os investimentos (capex) quase dobraram para 80,8 milhões de reais de janeiro a março, de 41,1 milhões de reais um ano atrás. Segundo o balanço, a maior parte foi destinada aos projetos de desenvolvimento de conteúdo, sistemas e licenças de software, além de obras para ampliações de unidades existentes.

No primeiro trimestre, a Kroton inaugurou duas novas unidades, uma em Bacabal, no Maranhão, e outra em Luis Eduardo Magalhães, na Bahia. De acordo com o diretor de RI, a empresa tem ainda 60 protocolos abertos no Ministério de Educação (MEC) para inauguração de novos campi.

Em 25 de abril, a Kroton havia antecipado dados sobre as captações e as rematrículas no primeiro trimestre.

No balanço, a empresa diz que adicionou 313,5 mil novos alunos de graduação entre janeiro e março, alta anual de 11 por cento graças ao lançamento de novos cursos e à expansão do programa próprio de financiamento (PEP). As rematrículas recuaram 3 por cento, afetadas pelo aumento de 7,9 por cento no número de formandos.

A evasão em ensino presencial caiu para 12,4 por cento no primeiro trimestre, de 12,6 por cento um ano atrás. No EAD, subiu para 14,8 por cento, ante 11,6 por cento nos primeiros três meses de 2016.

Como resultado, a base total de alunos atingiu 1.015.503 ao fim de março, dos quais 442.680 em cursos presenciais e 572.823 em EAD. Mas a participação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) caiu para 17,5 por cento do total de alunos de graduação, de 22,7 por cento no primeiro trimestre de 2016.

Havia 171.310 alunos matriculados com Fies em 31 de março, quase 22 por cento menos em relação ao mesmo período de 2016. Ao mesmo tempo, a base alunos contemplados com o PEP subiu quase 55 por cento em relação ao quarto trimestre, para 67.350.

“O PEP veio para substituir o Fies e vem ganhando importância. Ainda estamos fazendo diversos aprimoramentos conforme o programa ganha participação”, afirmou Lazar.

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