22 de Maio de 2017 / às 23:32 / em 7 meses

Defesa de Temer informa Fachin que não vê mais necessidade de suspensão de inquérito contra presidente

BRASÍLIA (Reuters) - A defesa do presidente Michel Temer comunicou nesta segunda-feira ao gabinete do ministro relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, que não vê mais necessidade de julgamento do pedido de suspensão do inquérito que corre contra o presidente.

Temer faz declaração no Palácio do Planalto 18/5/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

Diante da decisão de Fachin de só enviar o caso para o pleno da Supremo Tribunal Federal após realização de perícia, os advogados de Temer informaram que não veem a necessidade de suspender o inquérito.

Eles haviam protocolado no Supremo uma petição pela suspensão do inquérito até que fosse realizada uma perícia em áudio de conversa entre o presidente e o empresário da JBS Joesley Batista, parte do inquérito.

Também comunicaram a contratação de uma perícia particular, que constatou “pontos de obscuridade” na gravação.

“Nós fizemos agora um pedido dizendo o seguinte: já que nós temos agora o resultado de um trabalho que a gente confia, nós queremos agora que esse inquérito se ultime o mais rapidamente possível”, disse o advogado Gustavo Guedes, que trabalha na defesa de Temer.

Na petição entregue nesta segunda, a defesa do presidente relata a decisão do relator de, após anuência da Procuradoria-Geral da República, remeter os autos à Polícia Federal para a realização de perícia técnica nos áudios.

“À luz dessa determinação e do novo contexto fático por ela criado, a defesa avalia estar satisfatoriamente atendido seu pleito. A suspensão requerida dizia respeito apenas à necessidade de se priorizar a perícia”, diz a nova petição entregue, acresentando que Temer é “o maior interessado na rápida e cabal elucidação dos fatos”.

“Dessa forma, a necessidade de apreciação do pedido de suspensão do inquérito ... acha-se prejudicado, por falta de interesse processual”, diz a peça.

No início da noite, a defesa de Temer organizou uma entrevista coletiva com o perito Ricardo Molina, na qual ele desqualifica a gravação, dizendo que não é possível atestar sua autenticidade e por isso ela não é válida como prova.

Por Maria Carolina Marcello

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