31 de Maio de 2017 / às 18:24 / 6 meses atrás

Marco Aurélio assume relatoria de inquérito contra Aécio no STF

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu nesta quarta-feira a relatoria do inquérito que investiga o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) por denúncias feitas por executivos da J&F, holding que controla o frigorífico JBS.

Aécio Neves deixa Palácio da Alvorada em Brasília 25/11/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

A investigação contra o tucano, também apura suspeitas de irregularidades contra Andrea Neves, irmã de Aécio, e Frederico Pacheco, primo do senador. Os dois parentes do tucano estão presos por conta de acusações de que teriam atuado com o parlamentar no recebimento por ele de uma suposta propina de 2 milhões de reais que teria sido paga pelo empresário Joesley Batista, um dos controladores da J&F.

O inquérito estava sob a relatoria do ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo, e fazia parte de uma investigação que também envolvia o presidente Michel Temer e seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures. Na segunda-feira, no entanto, Fachin decidiu pelo desmembramento do caso, mantendo sob sua responsabilidade somente a apuração de supostas irregularidades cometidas por Temer e Loures.

No início da tarde desta quarta-feira, o ministro disse ter sido informado por um dos advogados de Aécio que será o relator. “Parece que o computador, no que opera a distribuição, não gosta de mim”, brincou com os jornalistas na entrada do prédio do STF. “Para mim, processo não tem capa, tem conteúdo e eu vou atuar segundo o conteúdo dos autos do inquérito.”

Marco Aurélio afirmou que vai levar o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) ao plenário do Supremo. Disse também que não vai rever a decisão tomada anteriormente por Fachin, primeiro relator da investigação contra o tucano, de rejeitar a prisão dele.

Aécio foi gravado por Joesley em um diálogo em que pediria os 2 milhões de reais e no qual também faria críticas à Lava Jato e ao então ministro da Justiça, Osmar Serraglio. Andrea Neves teria tratado do pagamento com Joesley, e Frederico Pacheco foi escalado por Aécio para receber os recursos. O primo do senador foi gravado em ação controlada da Polícia Federal recebendo os recursos.

O senador negou qualquer irregularidade e disse ter sido alvo de uma armação montada por Joesley. Ele disse que havia oferecido ao empresário a venda de um apartamento onde mora sua mãe, mas que o dono da JBS ofereceu em troca um empréstimo de 2 milhões de reais que, de acordo com Aécio, seria posteriormente regularizado por contrato.

Por Eduardo Simões

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