8 de Junho de 2017 / às 20:07 / 4 meses atrás

Relator diz que prefere não fazer distinção entre caixa 1 e 2 na ação

BRASÍLIA (Reuters) - O relator do processo da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, disse nesta quinta-feira que prefere não fazer distinção da forma do financiamento de campanha, se caixa 1 ou 2, porque transformaria o primeiro em um verdadeiro “instrumento oficial de lavagem de dinheiro”.

“É a lavagem de propina em sua máxima sofisticação com a Justiça Eleitoral como lavanderia”, disse Benjamin.

O relator fez um apelo para que os ministros parem de fazer menções às delações feitas por executivos da JBS durante o julgamento.

“Vamos parar de falar da JBS. É um fantasma que não está aqui, pairando aqui”, disse.

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, havia citado a JBS ao considerar que há uma “combinação” entre delatores e o Ministério Público para falar que “toda doação de caixa 2 é propina”.

As delações da JBS também foram citadas pelos que defenderam que os depoimentos dos delatores da Odebrecht fossem exluídos do processo, o que foi decidido pela maioria dos ministros. O argumento era que se a Odebrecht fosse incluída, a JBS deveria fazer parte do processo também.

Reportagem de Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below