9 de Junho de 2017 / às 13:33 / em 4 meses

Relator diz que Marcelo Odebrecht disponibilizou R$150 mi para chapa Dilma-Temer

Ministro Herman Benjamin, relator do processo da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante sessão em Brasília. 08/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Herman Benjamin, relator do processo da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou nesta sexta-feira pela manhã que o empresário Marcelo Odebrecht admitiu na ação ter disponibilizado para uso da coligação 150 milhões de reais.

Segundo o relator, o empresário afirmou que era tanto dinheiro para ser utilizado que ele não soube precisar quanto efetivamente foi aportado na campanha, seja por meio oficial ou via caixa 2.

O ministro do TSE, entretanto, disse que as provas do processo mostram que o aporte via caixa 2 superou o contabilizado pela Justiça Eleitoral.

“Aqui está a demonstração de que os valores não-oficiais eram muito maiores do que os oficiais, no caso específicos da Odebrecht, os valores não oficiais superam em muito”, disse.

Em seu voto para justificar a cassação da chapa, Benjamin cita trechos do depoimento do empresário e de provas referentes à empreiteira, mesmo com a decisão, tomada ontem pelo TSE em julgamento de preliminar, de excluir do processo todas as provas referentes à Odebrecht e aos marqueteiros João Santana e Mônica Moura.

O relator destacou que, pelo entendimento do tribunal, para a cassação de mandatos eletivos não há a necessidade que os pagamentos de caixa 2 sejam derivados de pagamento de propina.

Benjamin criticou a intervenção feita pelo colega da corte, ministro Admar Gonzaga, que questionou o fato de ele não ter repassado anteriormente o seu voto aos colegas para ser estudado. Admar disse que, em sua avaliação, não fica claro que os 150 milhões de reais disponibilizados na campanha eram exclusivamente para a chapa Dilma-Temer.

“Vossa Excelência está querendo se prender ao acessório do acessório. Vamos nos prender aos pontos importantes. Se é para retirar os depoimentos de Marcelo Odebrecht, que se diga abertamente. Buscar as minúcias das minúcias não é isso que vai fazer alguém mudar de opinião neste processo”, afirmou o relator para Gonzaga, que votou a favor de exclusão dessas provas.

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