9 de Junho de 2017 / às 21:24 / em 4 meses

Tarcísio Vieira vota por absolvição de chapa Dilma-Temer e leva placar contra cassação a 3 votos a 1

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi o terceiro magistrado da corte a votar pela absolvição da chapa Dilma-Temer, que venceu a eleição presidencial de 2014, e alegou que os depoimentos de delatores ligados à Petrobras não mencionaram recursos para a campanha daquele ano.

Vieira, que foi um dos quatro ministros a decidir pela exclusão dos depoimentos de delatores da Odebrecht do processo movido pelo PSDB e que pede a cassação da chapa, reconheceu que um esquema de corrupção na estatal abasteceu partidos políticos, mas disse não ver provas de que esses recursos tenham abastecido a campanha que elegeu Dilma Rousseff presidente e Michel Temer vice.

“Os depoimentos dos ex-dirigentes da estatal --Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco--, a meu juízo, nada dizem sobre eventual financiamento eleitoral relativo ao pleito de 2014”, disse o ministro durante o julgamento que pode tirar Temer do mandato.

Quatro dos sete ministros já sinalizaram pela absolvição da chapa Dilma-Temer.

“Malgrado tenha sido ouvido número expressivo de testemunhas na chamada primeira fase da instrução --contabilizando mais de 40 depoimentos-- não houve qualquer confirmação categórica acerca da utilização de propina de contratos de empreiteiras vinculadas à Petrobras para abastecer a campanha de 2014.”

O ministro também argumentou, sobre a possibilidade de recursos de propina terem sido pagos na forma de doação oficial de campanha, que não caberia às legendas questionar a origem dos recursos. Ele comparou o que acontece com advogados, que não indagam de seus clientes a origem dos recursos que pagam seus honorários.

Vieira foi indicado por Temer para ocupar uma cadeira no TSE em abril, Além dele, os ministros Napoleão Nunes Maia e Admar Gonzaga votaram pela absolvição da chapa. Por ora, somente o relator do caso, ministro Herman Benjamin, votou pela cassação da chapa.

Por Eduardo Simões em São Paulo e Ricardo Brito em Brasília

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