26 de Junho de 2017 / às 11:33 / 4 meses atrás

Temer reúne aliados antes de esperada apresentação de denúncia de Janot

(Reuters) - O presidente Michel Temer se reuniu na noite de domingo com líderes do governo, ministros e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir a pauta de votações no Congresso dias antes da esperada apresentação de denúncia pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente.

Presidente Michel Temer. 31/05/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

Temer é alvo de inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, em investigação que tem como base a delação do executivo da JBS Joesley Batista.

Estiveram presentes ao encontro no Palácio da Alvorada os ministros da Fazenda, Justiça, Casa Civil, Secretaria-Geral, Secretaria de Governo, Gabinete de Segurança Institucional e Relações Exteriores, além do líder do governo no Congresso, André Moura, e do líder na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, de acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência.

O procurador-geral da República deve apresentar até terça-feira uma acusação contra Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial do presidente, por corrupção passiva. Num segundo momento, ele denunciará Temer por outros crimes.

Após a apresentação da denúncia, caberá à Câmara dos Deputados decidir se autoriza o Supremo a julgar a denúncia contra o presidente ou não --conforme prevê a Constituição.

Para a autorização ser concedida, são necessários os votos de dois terços dos deputados --ao menos 342 dos 513 deputados. Temer e aliados políticos já têm trabalhado para barrar a autorização para o STF julgá-lo e garantem ter mais de 200 votos contrários à autorização.

No entanto, líderes da base aliada veem riscos para Temer na denúncia de Janot. O líder do PMDB, partido de Temer, Baleia Rossi (SP), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o governo não pode considerar a vitória como certa contra a denúncia.

“No Parlamento nada é automático. Vai ter que trabalhar. Cada líder da base vai ter que trabalhar sua bancada. Vai ter que ter convencimento. Não dá para achar que está tudo resolvido”, afirmou ao jornal.

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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