11 de Julho de 2017 / às 20:50 / 3 meses atrás

Temer diz que não vai tolerar os que querem paralisar o país

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer usou seu discurso em uma cerimônia no Palácio do Planalto para agradecer os deputados que o defenderam na Comissão de Constituição e Justiça, na segunda-feira, e afirmou que não irá “tolerar” aqueles que querem parar o país.

Presidente Michel Temer discursa durante evento em Brasília 11/07/2017 REUTERS/Adriano Machado

“Os que querem na verdade impedir que continuemos são os que querem paralisar o país. Mas não vamos admitir isso, não vamos tolerar, vamos em frente, vamos continuar”, afirmou o presidente durante cerimônia que lançou o programa de regularização fundiária no país.

Acuado pela possibilidade de ver a Câmara dos Deputados autorizar a abertura de processo contra si, o presidente usou seu discurso mais uma vez para tentar mostrar os pontos positivos de seu governo. Fez questão de ressaltar que tem apenas 13 meses na Presidência, mas que fez mais neste tempo que os governos anteriores.

“Registro minha satisfação, não exatamente de presidir a República brasileira, que é um grande orgulho, mas ao fato de presidi-la nesse um ano e um mês e ter feito tanto por esse país como não se fez nos 20 anos passados”, afirmou. O período citado por Temer pega não apenas os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, mas parte do governo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em uma situação pouco usual no Planalto, o governo conseguiu reunir uma plateia animada de beneficiários do programa de regularização fundiária, trazidos por parlamentares que lidam com o tema, que chegaram a ensaiar coros de “Fica Temer” durante o ato.

O deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), levou um grupo de moradores de condomínios no Distrito Federal. O senador Hélio José (PMDB-DF) também organizou um grupo de moradores de colônias agrícolas de Brasília. Os dois grupos serão diretamente beneficiados pela medida.

Já o deputado José Silva Soares (SD-MG) organizou uma caravana de 30 produtores rurais, também atingidos pela regulamentação. De acordo com os organizadores, eles não arcaram com nenhum dos custos da viagem até Brasília.

Ao começar a discursar, Temer fez questão de citar o nome de Izalci Lucas e, ao ouvir os aplausos, chegou a brincar: “eu sei receber aplausos”.

Temer também aproveitou seu discurso para agradecer os parlamentares que o defenderam durante a sessão de segunda-feira na Comissão de Constituição e Justiça, e repetiu que será “obediente” ao que o Congresso decidir.

“Eu quero dizer que estarei obediente a tudo aquilo que os senhores deputados decidirem, mas quero agradecer aqueles que, nas orações que fizeram, revelaram indignação com a injustiça. Não só com o fato em si, mas com o que se faz com o Brasil”, disse.

Na véspera, vários líderes governistas defenderam Temer após o relator da CCJ para a denúncia, Sergio Zveiter (PMDB-RJ), apresentar parecer favorável que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal a analisar a acusação. Para o exame da denúncia pelo STF ser autorizado é preciso o apoio de 342 dos 513 deputados.

Convidado para a cerimônia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia --sucessor imediato de Temer, caso esse seja afastado para ser processado-- não compareceu, apesar da previsão em sua agenda.

De acordo com a assessoria de Maia, todos os convites recebidos pelo presidente da Câmara são colocados em sua agenda, mas não houve explicação para sua ausência.

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