July 13, 2017 / 4:29 PM / in 2 years

Padilha diz que votação de denúncia contra Temer no plenário da Câmara pode ficar para agosto

Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília 07/07/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, admitiu nesta quinta-feira que a votação da aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara pode ficar para agosto, mas disse que esse não é um problema para o governo.

“O problema de quórum não é nosso, é de quem quer receber a denúncia. Quem quer receber a denúncia é quem tem que colocar quórum”, disse Padilha. “Pode ser agora ou pode ser agosto”.

Um pouco depois, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que se for desejo dos dois lados, a votação deverá ser realizada na primeira semana de agosto.

“Se a oposição e a base, de fato, não querem votar agora, fica para a primeira semana de agosto”, disse Maia.

Temer queria ver a denúncia derrubada antes do recesso parlamentar, e chegou a negociar o adiamento da votação da Lei de Diretrizes do Orçamento —sem o qual o Congresso não pode entrar em recesso— para dar mais tempo para a votação em plenário. A LDO, no entanto, deve ser votada nesta quinta-feira, no que foi uma última tentativa de manter o quórum na Casa para votar em plenário a denúncia na sexta-feira, mas sem sucesso.

No entanto, nesta quinta o vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi, admitiu que a votação deve ficar para agosto. Um dos empecilhos é chegar aos 342 deputados em plenário para abrir a votação, número exigido pelo presidente da Casa.

Padilha afirmou que possivelmente haverá um diálogo com Maia sobre esse número, mas que é uma prerrogativa do presidente da Câmara. “É uma posição pessoal do presidente Rodrigo Maia, temos que nos resignar. Ele é quem comanda a pauta da Casa”, disse. “Mas esse não é um problema nosso.”

Questionado sobre a posição anterior do governo de votar o mais cedo possível a denúncia, Padilha afirmou que “o mais cedo possível quem vai determinar é quem tem que colocar quórum”.

Já sobre a votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde a denúncia está neste momento e deve ser votada nesta tarde, Padilha previu uma vitória “magistral” do governo.

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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