20 de Julho de 2017 / às 20:30 / em 3 meses

MPF terá força-tarefa para investigar ações da Odebrecht em SP

(Reuters) - A Procuradoria-Geral da República criou uma força-tarefa do Ministério Público Federal em São Paulo que vai atuar em investigações cíveis e criminais referentes às delações feitas por executivos da Odebrecht remetidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a Justiça Federal da capital paulista.

Logo da Odebrecht na sede da empresa em São Paulo, Brasil 22/03/2016 REUTERS/Paulo Whitaker

Quatro procuradores da República vão se dedicar a 14 casos, mas ao contrário da força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba, eles não terão dedicação exclusiva. Isso significa que terão de acumular outras apurações, embora permita aos integrantes do grupo atuarem conjuntamente nos procedimentos.

A delação de executivos da Odebrecht foi homologada no final de janeiro pela presidente do Supremo, Cármen Lúcia, após a morte do relator original da Lava Jato na Corte, Teori Zavascski. Em abril, o novo relator, Edson Fachin, acabou com o sigilo da delação, determinou a abertura de inquéritos no Supremo de autoridades com foro privilegiado na corte e a remessa de 201 casos para instâncias inferiores.

Os principais casos sob responsabilidade da força-tarefa envolvem petistas e tucanos. Dois deles têm ligação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O primeiro refere-se a um suposto comprometimento dele com Emílio Odebrecht, patriarca da empreiteira, para reforçar relações com a então presidente Dilma Rousseff, tendo como eventual contrapartida apoio a um dos filhos de Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, no desenvolvimento de um campeonato brasileiro de futebol americano. O outro seria o pagamento de uma suposta mesada pela Odebrecht a um dos irmãos do ex-presidente, José Ferreira da Silva, o Frei Chico.

Ainda há casos que serão investigados referentes a suspeitas de pagamento de propina em obras de governos estaduais dos PSDB e de suposto pagamento de caixa 2 a políticos tucanos.

Todos os envolvidos que já tiveram seus casos tornados públicos negaram irregularidades.

Por Ricardo Brito, de Brasília

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