29 de Julho de 2017 / às 14:17 / em 3 meses

Militante que matou um em Hamburgo era conhecido de forças de segurança, diz ministro

HAMBURGO (Reuters) - O imigrante que matou uma pessoa e feriu outras seis a facadas em um mercado de Hamburgo na sexta-feira era um islâmico conhecido das forças de segurança alemãs, que argumentam que não viam no homem uma ameaça imediata, disse neste sábado o ministro do Interior da região.

    Uma possível falha de segurança no segundo ataque fatal por um militante contra o país em menos de um ano, ocorrido dois meses antes das eleições gerais, seria um embaraço adicional à inteligência alemã, principalmente em um momento no qual o tema da segurança deve ser um dos principais da eleição de 24 de setembro.

    Um tunisiano que teve um pedido de asilo recusado matou 12 pessoas ao dirigir um caminhão contra um mercado de Natal em Berlim em dezembro. No caso dele, também houve investigação, mas as forças de segurança haviam considerado que o homem não era um risco à sociedade.

    O ministro do Interior de Hamburgo, Andy Grote, disse em coletiva de imprensa neste sábado que o agressor de 26 anos estava registrado nos serviços de inteligência como um islâmico, mas não como jihadista, e que não havia evidências que o ligassem a um ataque iminente.

    Ele também afirmou que o homem, um palestino que pediu asilo mas não pôde ser deportado por falta de documentação, era psicologicamente instável.

    A missão palestina em Berlim concordou em emitir documentos para ele, que disse que sairia do país assim que eles estivessem prontos, um processo que demora alguns meses.

    “O que podemos dizer sobre a motivação do agressor neste momento é que de um lado havia indicativos de que ele agia por motivação islâmica, e por outro havia indicações de instabilidade psicológica”, disse Grote. “Ele era conhecido das forças de segurança. Havia informações de que ele havia se radicalizado.”

    “Até onde sabemos, não havia base para avaliá-lo como ameaça imediata. Ele era um islâmico suspeito e assim estava cadastrado nos sistemas apropriados, não como jihadista, mas como islâmico”, afirmou.

    Promotores disseram que o agressor sacou uma faca de 20 centímetros de uma prateleira em um supermercado e esfaqueou três pessoas dentro do estabelecimento e quatro do lado de fora, antes que transeuntes jogassem cadeiras e outros objetos nele, permitindo assim que a polícia o prendesse.

    Um homem de 50 anos morreu. Dos seis feridos, nenhum corre risco de morte.

    A chanceler Angela Merkel tentará concorrer a um quarto mandato em setembro. Sua decisão de 2015 de abrir as portas da Alemanha para mais de um milhão de imigrantes causou grande debate sobre a necessidade de aumentar os gastos em policiamento e segurança.

    O tunisiano Anis Amri, que não pôde ser deportado por falta de documentos, realizou o ataque em dezembro depois de as forças de segurança pararem de investigá-lo, pelo fato de não terem provado as suspeitas de que planejava comprar armas.

    (Reportagem de Frank Witte em Hamburgo)

Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519 REUTERS LC DES

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