31 de Julho de 2017 / às 11:56 / em 4 meses

Estado Islâmico reivindica ataque contra embaixada iraquiana em Cabul

CABUL (Reuters) - O grupo militante Estado Islâmico assumiu nesta segunda-feira a responsabilidade por um ataque contra a embaixada iraquiana em Cabul, que começou quando um homem-bomba se explodiu no portão principal, o que permitiu que atiradores entrassem no edifício e enfrentassem forças de segurança.

Fumaça é vista em Cabul, no Afeganistão, em vídeo retirado de redes sociais 31/07/2017 Rede social/via REUTERS

O ataque ocorreu uma semana depois de 35 pessoas serem mortas por um atentado do Taliban contra funcionários do governo na capital do Afeganistão, e reforça a situação precária de segurança do país no momento em que os Estados Unidos cogitam reformular sua política para a região.

“Nossas forças estão dentro, e uma operação de liberação está em andamento”, disse o porta-voz do ministro do Interior afegão, Najib Danish, acrescentando que o pessoal da embaixada está seguro, embora possa ter havido baixas entres seguranças e civis das proximidades.

Danish estimou em três o número de atiradores no edifício.

A Amaq, agência de notícias do Estado Islâmico, disse que dois agressores explodiram o portão, matando sete seguranças, e que dois combatentes invadiram o complexo.

O Estado Islâmico realizou uma série de ataques de grande visibilidade em Cabul, visando principalmente a comunidade hazara, majoritariamente xiita, e aumentando o temor de que os combates na Síria e no Iraque repercutam em solo afegão.

Comandantes dos EUA dizem que ela vem sendo muito abalada por uma campanha de ataques de drone e operações conjuntas da Forças Especiais afegãs e norte-americanas, e que centenas de combatentes e comandantes morreram.

Mas autoridades de segurança afegãs dizem que o movimento opera em até nove províncias, de Nangarhar e Kunar, no leste, a Badakhshan, Jawzjan e Faryab, no norte, e Baghdis e Ghor, no oeste.        

O Taliban, que luta para restabelecer a lei islâmica 16 anos depois de ser expulso por uma campanha liderada pelos EUA, se opõe ao Estado Islâmico.

Reportagem adicional de Hamid Shalizi, Omar Fahmy e Nadine Awadalla no Cairo

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