July 31, 2017 / 8:17 PM / a year ago

Para vice-líder, governo sairá fortalecido de votação da denúncia para tocar reformas

BRASÍLIA (Reuters) - Diante da expectativa de vitória do governo para barrar a denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara, o vice-líder do PMDB na Casa Carlos Marun (MS) avaliou que o governo sairá fortalecido da disputa para, em seguida, se dedicar às reformas que aguardam votação no Legislativo.

O vice-líder do PMDB na Câmara, Carlos Marun (MS) , durante coletiva de imprensa em Brasília 17/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

Um dos mais aguerridos defensores do governo, Marun disse ter “todas as razões” para manter a “convicção” de que a oposição não tem os 342 votos necessários para autorizar o prosseguimento da denúncia oferecida contra Temer pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de corrupção passiva.

“Sem dúvida alguma, o fato de termos resistido a esse conjunto de forças muito robustas que se voltaram contra o presidente nos torna até mais fortes para, em sequência, avançarmos na questão das reformas”, disse Marun a jornalistas/

“Estamos hoje concentrados na questão da denúncia... mas passada essa situação, penso que nós estaremos mais preparados para os próximos embates”, afirmou.

Líderes governistas avaliam que o placar da votação da denúncia, prevista para a próxima quarta-feira, precisa trazer um número significativo de votos de forma a sinalizar que ainda tem sustentação no Congresso para tocar a pauta.

“A reforma da Previdência não é uma situação que pode a qualquer momento ser colocada em votação. Nós não tínhamos os votos suficientes para aprová-la (no primeiro semestre). Não perdemos votos nesse processo (da denúncia), eu diria que perdemos tempo”, disse Marun.

O deputado aproveitou, ainda, para repetir o discurso recorrente do governo na tentativa de responsabilizar a oposição por uma eventual falta de quórum, apesar da ampla maioria teórica da base no plenário da Câmara, de aproximadamente 400 parlamentares, levando-se em conta os partidos aliados.

“Temos todas as razões para mantermos a convicção de que a oposição não tem nem de perto os votos que precisaria ter para promover o afastamento do presidente. Nós vamos estar em plenário e se eles vierem nós os derrotaremos, se eles permanecerem em férias, nós continuaremos governando”, disse.

Reportagem de Maria Carolina Marcello

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