1 de Agosto de 2017 / às 10:49 / em 3 meses

Líderes de oposição López e Ledezma voltam a ser presos na Venezuela, dizem familiares

CARACAS (Reuters) - Os líderes de oposição venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma foram levados de casa, onde cumpriam prisão domiciliar, por volta da meia-noite, denunciaram na madrugada desta terça-feira familiares dos políticos contrários ao governo do presidente Nicolás Maduro.

Cartazes mostram líder de oposição na Venezuela Leopoldo López, durante protesto contra o governo de Maduro, em Caracas 09/07/2017 REUTERS/Andres Martinez Casares

A mulher de López, Lilian Tintori, e Vanessa Ledezma, filha de Ledezma, disseram em mensagens no Twitter desconhecer o paradeiro dos líderes políticos, e divulgaram vídeos que mostram agentes do serviço de inteligência venezuelano obrigando López a entrar em um veículo e empurrando Ledezma de pijama na porta de sua casa.

“12:27 da madrugada: momento em que a ditadura sequestra Leopoldo em minha casa. Não irão dobrá-lo!”, escreveu Lilian em seu Twitter, responsabilizando o presidente venezuelano Maduro “se algo acontecer”.

Maduro já havia alertado sobre futuras prisões de líderes de oposição uma vez que fosse realizada no domingo a eleição para a polêmica Assembleia Constituinte, que reescreverá a Constituição e terá poderes especiais sobre as outras instituições do Estado.

Vários países do mundo não reconheceram a eleição, que foi boicotada pela oposição. O governo dos Estados Unidos inclusive impôs sanções contra o líder venezuelano por considerá-lo um “ditador”.

A Justiça venezuelana havia concedido no início de julho a prisão domiciliar a López, após mais de três anos em uma prisão militar acusado de instigar protestos contra o governo. Ledezma também recebeu o benefício em 2015, como medida humanitária.

O advogado de López, Juan Gutiérrez, afirmou em mensagem no Twitter que “não existe justificativa legal para revogar a medida de prisão domiciliar”.

Os dois líderes de oposição tinham divulgado mensagens recentemente em apoio às manifestações contra o governo socialista do país, que começaram há mais de 120 dias e já deixaram mais de uma centena de mortos.

“Sequestram López porque simplesmente não cedeu ante pressões e falsas promessas do regime”, disse o deputado de oposição e vice-presidente do Parlamento, Freddy Guevara, em alusão às reuniões que López teve há dias com o ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez, um mediador autorizado por Maduro.

O Ministério da Informação não forneceu dados de imediato sobre as detenções.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below