2 de Agosto de 2017 / às 19:17 / 3 meses atrás

ESTREIAS-Retorno de "Planeta dos Macacos" está entre filmes que chegam aos cinemas

Ator Woody Harrelson, que está no elenco de "Planeta dos Macacos: A Guerra" 17/09/2016 REUTERS/Mark Blinch

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam nos cinemas do país nesta semana:

“PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA”

- No terceiro filme das prequelas da série “Planeta dos Macacos”, os símios declaram guerra contra os poucos humanos sobreviventes. O estopim do conflito é a morte do filho e da mulher de Cesar (Andy Serkis), que, em sua vingança, esbarra num coronel fanático (Woody Harrelson), que escravizou macacos para construir uma muralha contra outro exército de humanos.

Talvez o filme, novamente dirigido por Matt Reeves, seja o mais óbvio na representação política do presente, mas, como de costume na série, suas especulações sobre o nosso tempo são pertinentes -- especialmente quando se volta às guerras imperialistas, ecoando “Apocalypse Now”.

Entre as novas figuras estão uma garotinha humana muda (Amiah Miller), cuja personagem faz uma ponte com o clássico de 1968, e um macaquinho de zoológico (Steve Zahn), que funciona como alívio cômico, mas também estrategista.

“O FILME DA MINHA VIDA”

- Autor do livro que inspirou “O Carteiro e o Poeta”, o chileno Antonio Skármeta assina também o romance por trás de “O Filme da minha Vida”, terceiro longa de Selton Mello. O enredo acompanha o amadurecimento de Tony Terranova (Johnny Massaro), professor primário de uma pequena cidade no interior gaúcho, em 1963, traumatizado pela partida repentina e sem explicações do pai, o francês Nicolas (Vincent Cassel).

A tristeza domina não só Tony, mas também sua mãe, Sofia (Ondina Clais Castilho), que parece uma viúva. Tony procura uma figura paterna alternativa em Paco (Selton Mello), um rústico criador de porcos que era amigo do pai. Com ele, troca confidências sobre sua vida amorosa, em que desponta um flerte com as irmãs Luna (Bruna Linzmeyer) e Petra (Bia Arantes).

“SAINT AMOUR – NA ROTA DO VINHO”

- Diretores e roteiristas especialistas em comédias anticonvencionais, Benoît Délépine e Gustave Kervern voltam ao gênero com “Saint Amour – Na rota do vinho”. Novamente trabalham com os veteranos Gérard Depardieu e Benoît Poelvoorde, escalando o jovem Vincent Lacoste, 24 anos, para completar o trio que ganha as estradas da França atrás de vinho e de amor.

Jean (Depardieu) e Bruno (Poelvoorde) são pai e filho que mantêm um relacionamento conflituoso. Para tentar uma aproximação, viajam pelas regiões vinícolas da França, contratando o motorista de táxi Mike (Lacoste). Os três encarnam aspectos da masculinidade em crise, encontrando pela frente mulheres que os desafiam, caso da sensual Venus (Céline Sallette).

“EVA NÃo DORME”

- O diretor e roteirista argentino Pablo Agüero apropria-se do mais influente fantasma da história argentina, Evita Perón, para dedicar-lhe um filme que explora aspectos surreais e políticos desse culto, misturando imagens documentais e ficcionais.

Dividida em três partes e tendo com narrador o almirante Emilio Massera (Gael García Bernal), a ação começa com o embalsamador, Pedro Ara (Imanol Arias), que executa o seu trabalho no corpo de Evita (Sabrina Macchi). A segunda parte retrata o roubo do corpo de Evita pelos militares, numa operação secreta comandada pelo coronel Carlos Eugenio Koenig (Denis Lavant).

Intitulada “O Ditador”, a terceira parte segue o sequestro do general Pedro Aramburu (Daniel Fanego) pelos Montoneros, em 1970, que pretendiam trocá-lo pelo cadáver roubado da primeira-dama.

“OS MENINOS QUE ENGANAVAM NAZISTAS”

- Baseado nas memórias do escritor Joseph Joffo, esse é um filme com título autoexplicativo que contém em si sua sinopse. No caso, os meninos são os dois irmãos Joseph (Dorian Le Clech), de 11 anos, e Maurice (Batyste Fleurial), de 16 anos, que precisam deixar Paris quando ela é ocupada pelos nazistas e os judeus, perseguidos, em 1940.

Para não despertar suspeitas, seus pais (Patrick Bruel e Elsa Zylberstein) mandam-nos seguir sozinhos para a casa de um amigo em Nice, para onde os irmãos mais velhos já foram. Mais tarde, toda a família irá se reencontrar lá.

Acompanha-se, então, essa jornada por vários meios de locomoção, e, mais tarde, o reencontro, que não será definitivo. Apesar do tema, o diretor Christian Duguay consegue fazer um filme emotivo sem apelar para emotividade fácil, ciente de que tem um material poderoso por si só.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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