10 de Agosto de 2017 / às 11:24 / 2 meses atrás

REUTERS SUMMIT–Peru teme guerra civil na Venezuela com agravamento da crise, diz chanceler

LIMA (Reuters) - O Peru teme que a Venezuela se encaminhe a uma guerra civil devido ao agravamento da crise política e econômica do país petroleiro sob o comando do presidente Nicolás Maduro, disse na quarta-feira o ministro das Relações Exteriores peruano, Ricardo Luna.

Ministro das Relações Exteriores peruano, Ricardo Luna, durante entrevista com a Reuters, em Lima 09/08/2017 REUTERS/Guadalupe Pardo

O chanceler do Peru disse que Maduro está mais isolado do que nunca desde a instalação de uma questionada Assembleia Constituinte, e que seu governo carece de apoio interno para manter o poder durante décadas, como fez sua aliada Cuba.

A instalação da Assembleia de Maduro funcionou como estopim para que várias nações da América comparecessem a uma reunião na quarta-feira em Lima, onde condenaram o que qualificaram como rompimento democrático na Venezuela.

“Nosso temor é que haja uma guerra civil de baixa intensidade que produza uma crise humanitária de grandes proporções”, disse Luna em entrevista à Reuters em seu escritório no Palácio Torre Tagle, um casarão no centro de Lima construído no século 17.

Mais de 120 pessoas morreram e dezenas foram presas durante uma onda de protestos contra Maduro, que a oposição aponta como o responsável pela grave crise política e econômica que a nação caribenha atravessa.

A inflação venezuelana chegou aos três dígitos em meio a um cenário de escassez de alimentos e recessão econômica. Maduro, por sua parte, garante que as manifestações da oposição são financiadas pela direita e almejam tirá-lo do poder.

“Não importa o quão bem enquadrada seja uma estratégia para preservar o regime, ou quanta pressão exista dentro da Venezuela,” afirmou Luna. “Isso é irrelevante se as condições sociais são insustentáveis, e acho que estamos neste ponto agora”, acrescentou.

No domingo as Forças Armadas da Venezuela controlaram uma rebelião militar na cidade central de Valência liderada por um capitão aposentado, uma ação que o governo classificou como um ato “terrorista”.

Os venezuelanos veem as Forças Armadas como o principal núcleo de poder no país, e a oposição vem exortando repetidamente os militares a romperem com Maduro, mas o alto escalão declarou sua lealdade ao mandatário.

A Venezuela “é um regime que, por suas próprias ações, se isolou da corrente principal dos países do mundo”, segundo Luna.

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