7 de Outubro de 2017 / às 18:50 / em 2 meses

Fotógrafo é assassinado e 2017 pode se tornar ano mais sangrento para jornalistas no México

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O corpo repleto de tiros de um fotojornalista foi encontrado na região central do México na sexta-feira, disseram autoridades estatais, colocando 2017 no caminho para se tornar o ano mais mortal para jornalistas no país.

Edgar Daniel Esqueda, de 23 anos e que trabalhava para o Metropoli San Luis e Vox Populi SLP, no Estado de San Luis Potosi, foi encontrado na capital do Estado com ao menos três ferimentos de tiros nas costas e no pescoço, disseram autoridades.

Os veículos de mídia em que Esqueda trabalhava haviam relatado seu sequestro em sua casa por atiradores na manhã de quinta-feira.

O governador de San Luis Potosi, Manuel Carreras, disse durante entrevista coletiva que uma investigação está sendo realizada. Ele não disse se o assassinato de Esqueda está ligado a seu trabalho como jornalista.

Com o assassinato de Esqueda, 2017 pode se tornar o ano mais sangrento até o momento para repórteres no México, de acordo com o grupo de liberdade de imprensa e direitos de jornalistas Articulo 19.

O fotojornalista foi o 11º repórter morto até o momento neste ano, segundo o grupo. O número se iguala ao total de 2016, o mais alto já registrado no país devastado por altos níveis de criminalidade e derramamento de sangue ligado às drogas.

Durante os últimos 17 anos, 111 jornalistas foram mortos no México, sendo 38 deles sob o atual governo do presidente Enrique Peña Nieto.

Por Daina Beth Solomon e Christine Murray

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